Somada a esta conexão outros se somam, outros sorriem, outros acreditam numa nova forma, e assim num passe de magica acessamos todos os recursos disponíveis, 2 deles principais. TEMPO DAS PESSOAS e CONHECIMENTO DAS PESSOAS, esses dois somados e transmudados podem gerar uma abundância invisível que quando vem a luz mostra sua beleza, e se transforma em todos recursos necessários para ocupar o espaço e atender as necessidades.

Existem formas infinitas de interagir, ao escolher uma, abrimos mão das demais, se estamos falando e nos comunicando, por alguns segundos não escutamos, ou não olhamos a volta. Se estamos concentrados em ouvir e perceber, deixamos de falar por algum tempo, se pintamos ou mostramos um desenho, se escrevemos um postit ou um texto, de alguma forma estamos interagindo com algo, com o mundo e escolhendo não interagir com o restante, FOCO.

Sim, a ação positiva é muito diferente da reação ou resposta. Se só respondemos podemos entrar num looping sem saída de soluções já conhecidas, se nos permitirmos agir, observando o que emerge, PODE SER QUE consigamos navegar também no CAOS, reagindo rápido não com respostas ou reações, e sim com perguntas, proposições e ações concretas.

Estar cercado de pessoas do bem me deixa leve, movimentar montanhas de projetos que acredito serem inovadores, disruptivos e do bem, me fazem bem. Poder receber um amigo na minha casa me deixa mais leve também. Mas acima de qualquer coisa, escolher sem juízo o meu destino o meu caminho, me deixa leve.

A leveza e a alegria me despertam a criança, o lúdico, a brincadeira, o bobão e ao mesmo tempo o sutil, minha cara fechada de sobrancelhas graças é substituída por um sorriso leve de palhaço sem nariz, e assim pouco a pouco, vou percebendo no rafa sem nariz, a leveza e a alegria do rafa palhaço sutil que sente e transmite carinho no olhar.

Escolho aceitar o passado, utiliza-lo para aprender, lamentando as dores que deixei pelo caminho entendendo que cada um escolhe como quer continuar, se com dor ou sem dor. Lambo minhas feridas celebrando que elas me ensinaram algo e sigo aprendendo, hora como aprendiz, hora como mestre e na maioria das vezes como alguém que prefere errar tentando acertar, do que ficar parado no mesmo caminho de sempre.

Quando olho para este fim de luta da pergunta, me vem presente de que em algum lugar na minha mente, pense e me movo na direção do conforto ou da manutenção do status quo, é como se profundamente em alguns hábitos exista uma busca de estabilidade e calmaria, onde não mais existam mudanças.

Se posso percebe-la como uma constante, e minha resposta é que sim, sinto que a mudança esta em todo o tempo, na história, na predição de futuro e no tempo presente. Como a minha escolha é viver no presente, me cabe experimentar, aprender, testar, validar e encontrar formas alegres e leves de conviver com a mudança, ao invés de lutar com ela.

São colheitas de um longo trabalho, e que ainda continuarão sendo regadas por outros. Celebro o novo, o incerto e ambíguo do que me espera em Porto Alegre, certo de que seguir comunicando meus passos, certo de que a inovação e as pessoas são o meu caminho, certo de que ESCOLHO VIVER NUM MUNDO DE COLABORAÇÃO onde todos ganham, e cada vez menos no mundo da exploração do ganha - perde.

Pode funcionar, pode ser que não, mas a celebração constante e frequente de cada passo, tem me mostra o quão somos frágeis, e carentes de um olhar apreciativo alheio, e quão bom é quando alguém chega e te retribui seja num audio, num texto simples, por algo que você fez e não percebeu.

Acontece tudo junto, o tempo todo, novas pessoas, novos mundos, novas possibilidades, e sim, sem querer, por desconexão, alguns não entendem, me veem como louco, ou invejam talvez a alegria (e lamento, sinto muito, mas nada posso fazer, cada um com suas perspectivas e escolhas). Nesse olhar que não posso contentar a todos, nem tampouco me fazer entender a todos, prefiro ficar com os sorrisos que me cercam, com as tomadas de consciência daqueles que começam a ver o que vejo, um outro mundo possível, conectado onde todos fazemos o que amamos e amamos o que fazemos.

Nesse clima instável, colocamos narizes de palhaço desafiamos o espelho com sorrisos, voamos sobre aguas geladas vestidos, sob chuva raios e trovões, nos erguemos em clima de festa, nos fantasiamos, rimos, fomos premiados com faixas, recebidos com emoção por tribos que gritavam nosso nome, e em ao cântico de musicas como EVIDÊNCIAS nos emocionamos, dormimos, e ao nascer do sol resolvemos confrontar nossas perspectivas mais duras, repletas de julgamento e justificativas, nos conectamos, nos abraçamos e repetimos uns aos outros, EU SINTO MUITO, EU ME/TE PERDOO, EU TE/ME AMO, MUITOOOOO OBRIGADOOO.

Já guardei sentimentos por muito tempo, escondi o que sentia por vergonha ou por medo do julgamento. E isso me desconectava, me deixava frio, longe e distante das pessoas. Será que não nos conectamos mais desse lugar vulnerável de sentimentos? Fico pensando nos meus movimentos nos últimos 5 anos e percebo que sim, muitas conexões se potencializaram desse lugar, seja na escuta ou na fala.

Quando acordados, em coletivo e em silêncio, nos olhamos, nos conectamos no olhar, sentimos o outro, perdemos a noção dos segundos, se estamos frente a frente com um objetivo, começamos a construir juntos, sem julgar, sem temer, simplesmente acionando outro dispositivo de tempo de criação. É maluco o que podemos fazer em coletivo em silêncio, é absurdo o quanto chronos ganhamos, o quanto tempo ganhamos e o quanto de discussões evitamos.