É um campo de aprendizagem, podermos olhar para tudo que acontece com outras lentes. Não as lentes da critica de como devia ter sido, mas sim com o olhar leve de confiança que o que aconteceu era a melhor coisa que podia ter acontecido e agora olhando para o passado, nosso papel é apreciar, levantar todos os aprendizados possíveis de todas as perspectivas possíveis.

Revelam que posso olhar pra elas por outra perspectiva, pelo positivo, que se escolhi doer é que escolhi isso em prol de outra coisa que me causou um bem, então a dor deixa de ser tão danosa, só que se agora sinto essa dor, essa experiencia me permite tomar novas escolhas.

Desacelerar para conectar mais com os outros, para estar presente, para ao invés de ficar nas redes sociais, estar nas sociais de verdade no contato um com o outro, na proximidade, no olhar, no sorriso e no ouvir. Sim ouvir é um ato de desaceleração, falar menos, ouvir mais é um sinal de disposição a troca e a colaboração.

“Mas o chaveiro veio aqui, trabalhou 1 min, foi embora e me cobrou R$ 80,00 pelo serviço.”

Ok, se tivesse feito a mesma coisa, demorado 40 minutos, trocado peças que não precisavam, lhe cobrado as peças e o serviço você acharia ótimo? É isso? Perceba o tempo de prática, o conhecimento aplicado e todas as horas que ele investiu pra poder resolver esse problema de forma simples.

Não sei se consegui explicitar a dificuldade, mas pra mim não é fácil. É sobre estar atento a todo instante, o tempo todo, presente em mim, apreciando o segundo, escolhendo o que apreciar, o que focar. E que bom que veio a palavra apreciar, por que é mais fácil reclamar a todo instante a todo segundo de tudo e de todos, apreciar ainda é um passo além.

Como amanhã não é segunda, prometo fazer 30 minutos de exercício em algum momento do dia. Pode ser que amanhã eu prometa algo pra quarta, ou sinta que possa escolher fazer de outra forma. Sinto que ao invés de iniciar coisas na segunda feira, posso perder a referencia de calendário, e ficar no HOJE PROMETO PARA AMANHÃ, e só isso, não sei o que vem depois.

Exercícios diários, alimentação regrada, tempos de pensamento ou meditação, estar e se manter presente nas escolhas do que comunico. Só em escrever já doeu, imagina fazer, é difícil de mais, não consigo, não posso, não da. Esse é meu inconsciente preguiçoso negando mais uma vez este estado de elevação.

Recebi ontem essa missão, de que não existe outro caminho, ou se pratica autocontrole, ou não se tem autocontrole, simples assim.

Reflito que se estou num lugar de amor, de carinho de contemplação, me comunico profundamente cuidando do outro com sabedoria, é um lugar lugar não pensado, dificil e possível. Sim é mais fácil cair no caminho ruim e critico que busca razão, mas como tudo exige treino, quem sabe treinar meu pensamento para me manter lá e não cá, me ajude a fluir de um outro lugar.

Parece que minhas reflexões diárias, a sabedoria de mim que fui construindo estabeleceu um padrão de escrita, no simplificar reflexões, e se manter atemporal. Os textos se permitem serem lidos a qualquer momento e em qualquer ordem, o contexto pode ter mudado em mim, mas a reflexão pode servir a outro. A simplicidade em que pergunto, observo reflito e concluo segue uma linha lógica que não posso explicar, e nem devo.

Posso seguir lutando internamente, observando e interpretando que existe outra forma, com uma briga interna que quer muito algo, mas em alguns momentos age por instinto na direção contraria. Combate ou diálogo? Essa divergência em mim do Rafa que quer pagar as contas, do Rafa que quer mudar o seu mundo, faz com que novas observações emerjam, o caminho mais lógico parece a luta, mas sempre existe o caminho do meio.

É só uma pausa breve no tempo, novos conjuntos de reflexões e conexões sobre mim mesmo, para voltar a dar um play com muita força.

Sim o encerrar causou desconfortos, temos a necessidade de continuar juntos, de continuar apreciando de tentar colher mais resultados ainda dos que já emergiram. É como se depois de espremer a laranja, ainda quisessem colocar mais força para sair um suquinho a mais. Só que, esse suquinho a mais é desproporcional ao esforço. (Não me leiam mal, só usei a metáfora, acho que sim devemos aproveitar toda a laranja e o que sobra dela).