Poder ir as 11 da manhã, numa praça, conversar, dar umas risadas, e voltar ao trabalho 1 hora depois sem deixar de entregar o que é necessário, com a mesma responsabilidade pra brincar que é dada ao trabalhar, sendo que as vezes já não consigo mais distinguir um do outro, quando ambos me divertem me deixa livre, leve comigo e com quem me cerca, estranhando ainda esse vai e vem, mas confiante que este estado de fluxo e potência veio para prosperar.

A não linguagem também é uma linguagem, se o meu palhaço pode ser sério. Por que minha comunicação não pode ser mais dura, direta e incisiva. Será que existe o jeito certo mesmo, ou outros jeitos são possíveis? Claro que brigar o tempo todo não da certo, já testei, assim como chorar o tempo todo não faz bem. E se o que precisamos é realmente dar o próximo passo comunicando do jeito que dá, sendo quem se é.

Tudo o que fazemos não é perceptível pelos demais naturalmente é impossível de ser se não comunicarmos. Pode ser uma relação, um site, uma conversa, uma palestra ou um produto. Se queremos que nosso feito se relacione e envolva outros precisamos aprender a comunicar.

Sim é orgânico, é singular, e ao mesmo tempo é simples. Construimos ferramentas de toda a ordem, tanto administrativas, tecnológicas e organizacionais. Mas se a mais simples e antiga das conversas fosse a resposta, ao invés de comunicar (falar) fosse OUVIR, escutar. Se as conversas pudessem ter uma inversão de foco, ao invés de serem canais para enviarmos ao coletivo, construíssemos canais para que o coletivo conversasse entre si, a partir da escuta e da apreciação?

E ainda que todas elas aconteçam, se multipliquem e não porém, ainda assim vou querer ter conversas comigo mesmo, me analisando, me cuidando. Ouvir minha voz interna que diz alô, cuidado ou vai logo, vai me permitir continuar crescendo evoluindo e podendo interagir com mais presença com os demais.