Fica pra mim, refletindo mais uma vez, é que no fundo no fundo, aprendemos para podermos nos relacionar melhor com os outros, seja para trabalharmos em conjunto, para propor uma nova solução, para conectar, para rir, para se divertir. Vejo que só utilizamos o que aprendemos em conjunto ou a favor de outros, tanto os bons quanto os maus aprendizados.

O perguntar me conectou, me pareceu mais fácil, mais prático, mais simples, mais humilde também. Com a minha formação tecnico-pragmática, eu deveria buscar sempre as melhores respostas ou as respostas certas. E com perguntas abertas percebi que não funciona assim, que existe muita subjetividade no ser humano anfitriando a si mesmo e ao outro.

Me sinto confuso, e escrevo dessa forma talvez para mostrar pra mim mesmo que não escolher se mostra mais confuso, mais complexo, mais difícil e que a consequência é que ao não ter foco, tudo é possível, e não existem limites, inclusive no cuidado comigo. Não escolher também é não colaborar, por que dificulta para que o outro me ajude e colabore junto comigo.

Comunicar pra mim…seria a resposta imediata, afinal a intenção o interesse de comunicar é que me faça bem, começo por ai, e sigo na mesma lógica conectando qual a intenção que esta presente nesta comunicação para mim, quando encontro o outro?

São as respostas que me vÊm agora num dia doido, de ver que não posso pagar a melhor escola, e que talvez a melhor escola não seja a melhor escola. Que ver a dor e a febre no final do dia, pela vacina mais barata, também dói em quem escolhe, e que isso faz parte, que a dor e a tristeza são combustíveis do aprendizado e das reflexões, e que mesmo nesses cenários a escolha ainda é ser amoroso comigo e com os outros, mesmo que eu não demonstre isso o tempo todo, e algumas vezes aperte os gatilhos errados.

Quando penso em perguntas que me levam a reconhecer, em algum ponto são perguntas que resgatam o positivo, o aprendizado, o que evolui, o que melhorou, o que de melhor aconteceu independente do foco ou da questão, todo processo é lindo quando olhamos por essa perspectiva, desde o mais simples e curto, ao mais longo e complexo, a simplicidade e o barato de perguntas, é que com uma pergunta amorosa podemos ver o belo em tudo que acontece conosco.

Quem bom se todos os times, grupos, sistemas, organizações, pudessem com frequência dedicar tempo ao celebrar, a revisar o que aconteceu olhando para tudo que se aprendeu, a graça não está onde se chega, mas na forma que se percorre o caminho, isso permite que façamos percursos parecidos, atividades parecidas de formas diferentes, cada uma com sua unicidade de aprendizado.

Quando sinto que não tenho a atenção do outro, bate algo como me sentir não suficiente, ou não importante, uma culpa como se isso fosse reflexo apenas da minha ação, sem pensar na parte que cabe ao outro. O sentimento também se mistura com um silêncio em que está tudo bem, respeitando a situação e o que ocorre, ao mesmo tempo disparando internamente alguns dispositivos inconsciente que movem minha fala, ou minha atitude em passar percebido, e ter a atenção mínima desejada.