Viver em colaboração amando-me.

Sou um homem forte, confiante, comprometido e livre. Vivendo o presente, compartilhando amor, sabedoria e alegria.

Apaixonado por colaboração, acredito que a abundância de recursos está diretamente associada a conexão das pessoas com propósito comum.

Quanto temos feito em conjunto? Como tem colaborado em sua vida?

Nós...

Palavra simples, muito utilizada, vez que outra usada de forma evasiva quando falamos AGENTE, agente quem? Nós, eu...

Começo trazendo o olhar pro nós, pro conjunto, não consigo mais me perceber isoladamente, não consigo enumerar feitos apenas por mim. Olho pra traz, olho pros lados e percebo que todos meus feitos foram em conjunto, associado a outras pessoas, equipes, indivíduos, organizações...

Olho pra frente, e não me vejo de outra forma a não ser vivendo em colaboração. Operando em conjunto em coletivo, confesso que horas me vejo contraditório a esse propósito de vida e me explico...

Me dei mais 2 anos de inserção em organizações orientadas a hierarquias e decisões isoladas, com o intuito de gerar mudança, transformações nas pessoas a ponto de construirmos modelos mais saudáveis organizacionalmente. Ocupando cargos, recebi a insígnia de Diretor,  preferi chamar meu cargo de Diretor de Recursos, sem ainda saber o que isso significa ou traduz exatamente. A orientação hierárquica, ou necessidade da mesma para implementar gestão, controle e ordem me confunde. A necessidade de jogar o jogo que já esta sendo jogado para propor novas regras me faz perceber com frequência uma desconexão da colaboração operando modelos ganha x perde, para poder construir novos modelos ganha x ganha.

Ontem conversando com alguns colegas de trabalho, (nós e eu) tentávamos entender o que já tínhamos feito, por liderarmos algumas mudanças, muitas delas simples, passavam desapercebidos os pequenos passos, os pequenos existo de relações e mudanças de cultura. Nessa conversa percebi que por necessidade de responsáveis, muitas vezes existe um espelhamento de que eu tenha feito algo sozinho, quando na verdade, cada um vez uma parte de um todo e meu papel foi apenas se incentivo, ou de mostrar que existem outros caminhos, sendo que quem realmente os percorreu fomos nós, todos nós.

Uma forma de ver o quanto evoluímos, foi quando nos perguntamos o quanto cada um de nós 4 tinhamos evoluído como ser humano, com aprendizado, com um olhar comparativo com relação a nós mesmos, a disponibilidade de autonomia se revelou potente nos aprendizados que construímos nesses últimos 12 meses, percebemos que juntos, apoiando um ao outro, discutindo, questionando, encontrando soluções simples, tínhamos sim feito grandes feitos.

Hoje me pego sozinho olhando pra esses feitos, olhando pra mudanças (que são nossa única certeza), me pego olhando pra o quanto evoluí num ambiente hostil organizacional, ainda me mantendo firme no foco de sustentar uma vida em colaboração. Percebo que mesmo o modelo mais duro ocupando boa parte do meu dia, ainda encontro momentos de sobriedade pra valorar os avanços do coletivo, do conjunto da verdadeira colaboração.

Consegues perceber a evolução dos que te cercam? Dos teus Aliados?

Como liderar sem ser líder? (14/mai)

Quem você conhece? E o que essa pessoa conhece?

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