Viver em colaboração amando-me.

Sou um homem forte, confiante, comprometido e livre. Vivendo o presente, compartilhando amor, sabedoria e alegria.

Apaixonado por colaboração, acredito que a abundância de recursos está diretamente associada a conexão das pessoas com propósito comum.

Como me sinto quando adio projetos que julgava importante?

e se?...

E se eu tivesse terminado ontem? Será que é o momento? O que acontece se eu abandonar esse projeto agora?

Perguntas que já me fiz algumas vezes. Quando fui passar 8 meses na Espanha em 2016, larguei tudo, deixei tudo como estava e me joguei no vazio, na intensão de mergulhar em mim, e nas possibilidades que teria em Madrid, passados 15 dias, o que fiz? Peguei todas as listas de projetos em aberto, e joguei em postits na parede. Todos projetos inacabados, ideias iniciadas, coloquei na mala e levei junto comigo pra me manter paralisado e em divida comigo mesmo.

Lembro de um que estava pendente de Jan/2015, o TCC da pós de Engenharia de Custos, levei na mala a divida comigo mesmo, e voltei da Espanha com a divida pesando na mala, depois deixei parado e só terminei em Novembro de 2017.

Sim é auto-retaliação, passei 7 meses com aquele monte de pendências na parede, rsrsrs, na intenção de me despertar a vontade de fazer em algum momento, afinal algo dentro de mim falava que eu ia ter todo tempo disponível que não tinha tido, e que antes se tornava desculpa pra manter esses projetos em aberto.

Descobri com essa experiencia que tudo tem seu momento, até o momento de dizer, projeto encerrado, fail, insucesso, erro, fim, acabou. É libertador decretar um projeto arquivado, simplesmente tirar da lista da agenda, e combinar consigo próprio que o projeto trouxe aprendizados, que podiam render frutos, mas que naquele momento não é mais importante.

Até entender isso foram alguns juízos detestáveis comigo mesmo, do tipo não termino nada, ou me colocando em posição de paralisia frente a tantas coisas em aberto. Volto ao hoje e nem paro pra pensar na lista de projetos abertos ou em curso. Aprendi nesses últimos anos a dizer alguns nãos, a simplesmente deixar projetos descansando, e sim realmente acabar outros. Meu amigo Larusso (Daniel Barros), me apoiou a aprender que simplesmente tem horas que é mais fácil deixar um projeto partir, para abrir espaço para que outros surjam.

Vejo minha mente como um estacionamento, vou colocando projetos, planos, atividades como se fossem veículos em garagens, sou um acumulador compulsivo de novos projetos, de apoiar pessoas a construir coisas novas, a solucionar problemas diferentes, e imaginem a garagem na minha cabeça cheia, com carros parados nos corredores. Imaginaram? bom, quando chega nesse ponto onde se acumulam nos corredores uma quantidade importante de projetos eu simplesmente ME PARALISO, sim isso continua acontecendo e sinto no corpo a angustia de não ver ações se encerrando.

Aprendi, sei como faz, mas sou humano em repetir erros, continuo com minhas listas, só que agora algumas delas tem o seguinte titulo, "Vou fazer algum dia, só não sei quando", aprendi a fazer essa nova lista em Janeiro em curso de efetividade do Jose Caraball no Insight IV. 

Confesso que é libertador ter uma lista leve, que talvez algum dia faça, ou talvez nunca faça, la estão uma série de projetos, ideias, planos ou atividades adormecidas. Aprendi a dizer não, e a dar prioridade pros projetos que quero dedicar tempo, e assim, com listas, com NÃOS, com novas escolhas me permiti adiar projetos por decisão interna de manter vagas nas garagens pra que novas coisas surjam, deixando aberto o campo das possibilidades.

Quantos itens tem na tua listinha?

 

Quantos itens tem na tua listinha?

Como estabelecer compromissos realistas consigo próprio?