Viver em colaboração amando-me.

Sou um homem forte, confiante, comprometido e livre. Vivendo o presente, compartilhando amor, sabedoria e alegria.

Apaixonado por colaboração, acredito que a abundância de recursos está diretamente associada a conexão das pessoas com propósito comum.

E quando não há nada a fazer? Quando me sinto um grão de areia? O que fazer?

Perceber-se em situação de não ter o que fazer, oque fazer?

Me vem mais e mais perguntas, e começo a me perceber pequeno, quando minha perspectiva é o mundo todo. A percepção de importância ou significância esta relacionada diretamente ao parâmetro de comparação, tem dias que me sinto importante, imprescindível, tem dias que nem tanto, e nesse mar de informações, decisões, conversas e percepções me esqueço o tempo todo que sou só mais um ser vivo num universo de seres que habitam esse planeta.

O motivador da reflexão? Sábado, em um "acidente doméstico veicular", se é que se pode chamar assim, percebi o quanto um sopro pode mudar tudo. Contextualizo... Estava chegando em casa, sozinho, desci do carro e o mesmo desengatado de deslocou na garagem até bater no portão, tirando o estrago $$, no meio do caminho tinha o meu pé. Nesse instante me vi preso, com um pé debaixo da roda do carro, o mesmo bloqueado contra o portão, e eu olhando em volta sem ter o que fazer, sozinho, com uma dor considerável e preso, imobilizado,  alternativas surgiram sozinho, como tirar o pé, chacoalhar o carro, sacudir o portão, sozinho nenhuma opção visível existia. 

Sozinho não podia fazer nada, se vivesse só no meu mundo ou isolado ficaria ali um tempo até sabe la o que. Mas somos humanos, e vivemos em coletivo, lembrei que ainda sei gritar e PEDI socorro, PEDI ajuda, um vizinho heróico surgiu, pulou a cerca (que sorte que não eletrifiquei), entrou no carro (não sabia dirigir), seguiu meu passo a passo pra ligar o carro, arrancar pra frente, e livrar meu pé.

Juro que agradeci aquele ser, de uma forma que não agradecia ninguém a muito tempo, abraços intermináveis, porque realmente entrei em choque no momento. O causo me trouxe inúmeras percepções, a primeira de como dói um pé de baixo duma roda de carro, as demais transcrevo uma após a outra:

- Testei na carne que não vivemos sozinhos e precisamos uns dos outros

- Somos seres vivos e por isso um sopro pode tirar tudo

- Maquinas são feitas pra falhar

- Sempre pode ser pior, por pior que pareça a situação, podia o portão estar aberto e ter outras pessoas, então acontece o que tinha que acontecer...

- Na emergencia, mesmo sem habilidades, o lado humano emerge e quem não sabe dirigir dirige, quem não sabe nadar nada e uns salvam os outros, é sobrevivência pura.

- Quando não souber o que fazer, simplesmente peça ajuda...e confie...

Dos males o menor, meu pé já esta quase bom, não quebrei nada (só o portão), mas mais uma vez aprendi algo. Já estou a 3 meses na casa nova e ainda não tinha conhecido os vizinhos, na desgraça apareceram todos, e me senti pobre no sentido de não ter procurado, feito uma visita pra saber quem mora do lado da minha casa ou simplesmente feito um gesto simples de chegada num lugar novo.

Voltando a pergunta inicial, quando não houver nada a fazer, peça ajuda, grite, comunique, procure alguém que possa saber o que você não saber, e que possa fazer o que você não pode. Pedir ajuda, é o ato vulnerável de viver em colaboração...

O mundo é grande... Como viver na necessidade de contentar a todos?

 

 

O mundo é grande... Como viver na necessidade de contentar a todos?

Como simplificar o perdão? Como começar?

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