Viver em colaboração amando-me.

Sou um homem forte, confiante, comprometido e livre. Vivendo o presente, compartilhando amor, sabedoria e alegria.

Apaixonado por colaboração, acredito que a abundância de recursos está diretamente associada a conexão das pessoas com propósito comum.

Que recursos estas disponibilizando?

Tenho disponibilizado pouco, colocado pouca visibilidade nos meus recursos…

Me sinto trocando pouco ainda,

talvez pela distância,

talvez pelo tempo dedicado a um único lugar (ou grande parte dele),

talvez por estar noutro momento,

talvez, talvez e talvezes

É incrível como fujo/fugimos da troca de recursos. Consigo ver, já senti, já experimentei e mesmo assim me isolo muitas vezes, começa imperceptível e se torna insuportável quando me sinto assim. É como se a auto-suficiência me incomodasse.

Sentir-me auto-suficiente me põe a mascara da falsa impressão de que esta tudo bem. Me isola, me afasta de pensar em soluções já que mascaro problemas. Nasci para me sentir incomodado, o sentir-me bem me deixa nervoso, como se algo precisasse ser feito. Ainda não sei bem o por quê, me sinto bem nos ambientes de desafio, me sinto confortável no caótico, como se eu isso me puxasse para estar mais criativo, mais ativo com mais energia.

Sim estou sentindo falta dos ambientes de troca, estou me sentido isolado por não estar compartilhando meus recursos como gostaria. Mas e daí? O que faço? Será que é uma falsa impressão minha, ou falta de celebração?

Vejamos…

  • Escrever aqui é colocar recursos a disposição

  • Quem tem meu whats sabe como me encontrar, e sempre estou disponível (as vezes falho), mas tento me colocar disponível o máximo possível.

  • Se me chamam para uma palestra, não sei dizer não.

  • Se me chama para organizar um evento, bora…

  • Meu tempo é flutuante, para atender as pessoas.

  • Tenho escutado os outros com mais frequência

  • Tenho tempo aberto a outros (até demais)

Isso tudo a distância, imagina se fosse perto. Talvez ao ler a pergunta pensamos que tratamos de recursos financeiros. Não era exatamente sobre isso, embora também sejam recursos. Meus recursos financeiros tem circulado, me proporcionando experiências, ajudando projetos, remunerando escritores, dando conforto a mim mesmo para poder aprender mais.

Penso na disponibilidade, estar disponível não estar em oferta, na vitrine, neste momento a angustia da solidão e afastamento do inicio do texto passaram, já não estão mais. Acabo de ressignificar a palavra DISPONIBILIDADE, tenho uma infinidade de recursos disponíveis, os que me pedem tem recebido, trocado, compartilhado e está (como dizem os espanhóis).

Basta, disponibilidade é isso, abertura, não quero entrar na etimologia, mas disponível não é igual a exausto, ou sobrecarregado, é estar ali com o seu melhor recurso no tempo presente. Está visível? Talvez não, visibilidade já é outro pensamento, para estar disponível não precisa estar visível, as pensamos que sim, mas não, são coisas diferentes.

Estamos acostumados a nos mostrarem as coisas, e perguntar se queremos, isso se chama oferta, oferecer seus recursos. Aprendi com meu pai, Henry Urquhart, desde pequeno, que:

“quem quer dar não pergunta se quer”

Simplesmente vai e dá, ou fica esperando o TEMPO de alguém pedir.

Tenho disponibilizado todos meus recursos, todos, é só me pedir.

Mas QUE TAL SE….eu perguntar….

QUE RECURSOS ESTAS ENTREGANDO?

QUE RECURSOS ESTAS ENTREGANDO?

Como aproximar pessoas através de ferramentas sem intermediários?

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