Viver em colaboração amando-me.

Sou um homem forte, confiante, comprometido e livre. Vivendo o presente, compartilhando amor, sabedoria e alegria.

Apaixonado por colaboração, acredito que a abundância de recursos está diretamente associada a conexão das pessoas com propósito comum.

Como se sente alguém que não foi convidado pra festa?

Fui colocado a frente dessa perspectiva em duas ocasiões hoje. Quem nunca se sentiu desprestigiado quando deixou de ser convidado pra uma festa ou evento de alguém que consideramos importante.

Vale casamento, formatura, aniversário e até uma simples ida a um parque que vemos a pessoa na foto nas redes e nos perguntamos, puxa por que não me convidaram? Duro né.

Por não ter as conversas necessárias e dissolver os conflitos em aprendizados começamos a nos afastar, e contar histórias tristes de por que não queremos estar com o outro, e me pergunto.

Para quê nos afastamos do outro?

Para me sentir melhor já que a presença do outro me incomoda?

Para me afastar mesmo?

Para que ele não interaja comigo?

Parece birra, mas são as primeiras palavras que me vem na cabeça, durante o dia num primeiro momento resolvemos criar um grupo dentro de um grupo, e convida-los pra uma conversa especial. Ao fim nos perguntamos, e o os outros por que não se sentem convidados? Como fazer, convidar e deixar que cada um escolha aceitar ou declinar ao convite? Como prever isso em movimentos de escassez de espaço?

Pois bem, de tarde num outro grupo, experimentei a mesma duvida, do tipo ok, vamos escolher 60, mas qual o critério que fique claro para os que não forem escolhidos. Criterizar será que apoia?

Ok em ambas resolvemos de formas diferentes. Na primeira decidimos convidar um numero maior, que faz sentido e deixar para as pessoas responderem, numa ordem em que só temos 30 vagas, e os primeiros 30 vão estar juntos.

No segundo resolvemos mudar o assunto da conversa, de forma que ele fosse tão especifico que sim, só pudessem existir 60 ou menos pra conversa, e isso não causaria estranhamento. Mas digo, sempre esquecemos de alguém e alguém se sente do lado de fora.

Usei o termo festa por que vem fácil na cabeça de todos, mas podia ser uma reunião, um evento, uma ida no parquinho, qualquer movimento de união em coletivo (mais de um).

Acredito pelas minhas experiencias de não convite, de que nos sentimos isolados, abandonados, esquecidos, atormentados para entender o que fizemos de errado, me sinto perdido, sufocado e contrariado ao ponto de desdenhar a situação, ao invés de entender o para quê do distanciamento.

Fazemos isso todos os dias, descobri que moradores de rua são barrados em porta de shopping, algumas lojas caras nos assustam na porta já com as etiquetas fora de cogitação, outros lugares são cool mas nos sentimos a vontade, o espaço não foi preparado para nos receber. Outras vezes percebemos que alguém que chegou depois foi melhor recebido de quem chegou antes, e está tudo bem, mas que acontece acontece.

O sentimento, pode também mudar se entendermos que o conflito é fonte de aprendizado. Ao não ser convidado para uma festa, posso me sentir desafiado a fazer outra e convidar quem não me convidou, não como troco, mas como reconhecimento de que escolhi estar junto agora nesta oportunidade eu chamando.

Esse desprezo pelo não convite acontece em todos os âmbitos, todas as situações, a todo momento. Ao longo do dia são raras as vezes que não nos sentimos azarados e isolados. Então simplifique, converse, cuide com carinho do conflito, busque a pessoa que não te convidou para uma conversa, ou inverta o jogo convide a pessoa imediatamente para uma conversa direta, e pergunte sempre, o que estas sentindo e aprendendo?

Como me sinto quando me deparo com alguém que vive no mundo das ideias e não gera ação?

Como me sinto quando me deparo com alguém que vive no mundo das ideias e não gera ação?

Como se permitir ter conversas difíceis que nos fazem aprender? (27/02)

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