Viver em colaboração amando-me.

Sou um homem forte, confiante, comprometido e livre. Vivendo o presente, compartilhando amor, sabedoria e alegria.

Apaixonado por colaboração, acredito que a abundância de recursos está diretamente associada a conexão das pessoas com propósito comum.

Como a frustração se comporta em meio ao stress? (12/mar)

Estou sob constante pressão, imposta por mim mesmo. Crio cenários possíveis, missões, coisas a fazer, retornos a dar em um número suficientemente grande a ponto de me cobrar pelo que fiz e pelo que não fiz.

A parte do que não fiz é a pior, por que gera culpa, sentimento de impotência ou as vezes a frustração se sabotar.

As duas frases escritas acima são sobre mim, mas podem ser sobre você, o Rafa que lê este texto daqui 1 ano, ou alguém que lê agora. Nós volta e meia caímos na armadilha de frustrarmos os outros, ou frustrarmos a nós mesmos. Nesse caso não tem peso de medida, gerar frustração não é algo pretendido por ninguém, muitas vezes é evitado o que também não ajuda.

Vejamos um padrão, tento não me frustrar comigo mesmo e frustro o outro. Tento não frustrar o outro e frusto a mim mesmo e também ao outro.

Quando estamos na correria, na pressão, cortamos o tempo de reflexão e retorno dos nossos pensamentos. Acessamos NÃOs e SIMs automáticos, rápidos, acelerados, com um pensar limitado ao contexto presente. É natural que algo que seja dito está desencaixado, que um sim pode ser cuidado, e um não podia ter sido melhor conversado para analisar alternativas.

Nesta terça fui em um jogo, sou apaixonado pelo futebol, pelo Grêmio. Só que tenho ficado mais sensível as energias e desequilíbrios que temos como humanos. O cenário idealizado é sempre uma vitória, só que ao frustrar essa idealização, via na minha volta um RANÇO CRÍTICO, uma RAIVA ILIMITADA, um gritar sem sentido, como se alguém estivesse escutando. Percebi que isso sempre aconteceu, sempre tem no estádio aquela pessoa chingando o time, o personagem, o jogador e também o juiz, num comunicar que não vai ser ouvido, que se sabe que não vai ser ouvido, e só irá gerar atrito com o colega do lado que tem outra perspectiva ou análise da situação.

Podemos assistir o futebol calados, difícil, precisamos comentar com os amigos as percepções, as situações, é um esporte da competição, então sempre vai ter quem perde e quem ganha, e o jogo ou o evento só se torna bom quando ganhamos. Quando perdemos fica uma sensação de tempo perdido resultado da FRUSTRAÇÃO, que na realidade deveria existir sempre que não aproveitamos o momento. Afinal ir no estádio tem suas diversas dimensões, a principal delas de sentir a energia de grito alegre de 40 mil pessoas que querem a mesma coisa e intencionam com firmeza, a vitória. Para outros, pode ser um ponto de encontro pra rever amigos de círculos que já não nos aproximam. Mas para grande maioria é sobre o desejo de vitória e êxito não conseguido no dia a dia e que ali pela paixão se materializa.

Se perdemos, nos frustramos, e imagino a energia de todos que foram no estádio ao acordar no dia seguinte. Imagino ainda se estiverem mergulhados em stress, já que gritaram a noite toda anterior em vão. Um acumulo de nós negativos, que fazem parte, que já estão interiorizados e acostumados, como se isso tudo fosse o normal.

O que é normal pra ti?

O que é normal pra ti? (13/mar)

Como nos deixarmos sermos surpreendidos pelo caos?

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