Viver em colaboração amando-me.

Sou um homem forte, confiante, comprometido e livre. Vivendo o presente, compartilhando amor, sabedoria e alegria.

Apaixonado por colaboração, acredito que a abundância de recursos está diretamente associada a conexão das pessoas com propósito comum.

Como conviver com o diferente e tirar o melhor dessa convivência? (17/mar)

Hoje domingo, tive a oportunidade de ir na torcida mista. A dualidade de um estado visível em cores.

Foi minha primeira vez, fui responsável por levar o Gus Pereira comigo a um GRENAL. Tínhamos os dois um pouco de receio. Vivemos épocas de violência entre as torcidas, de riscos de medo. Por conta destas memórias tínhamos algum receio de como chegar ao Grenal.

Resolvemos experimentar, caminhamos 1,5 km em direção a Arena, vestidos, o Gus com parcimônia com a camisa no punho, sem coloca-la ao corpo. Percebemos que ao chegar esta era a recomendação da brigada militar.

Entramos tranquilamente, com acesso, aos nossos lugares, assistimos ao jogo, e ao sair um pedido da brigada para retirada da camisa para podermos sair juntos com todos os torcedores. Para sair trajado com a camisa vermelha era preciso sair depois, escoltado.

Já é um passo, gremistas e colorados lado a lado, assistindo o jogo juntos, foi uma tarde feliz para os gremistas, mas também para os colorados que puderam perceber outras perspectivas. Eu e o Gus, vibramos com essa possibilidade de não separação, mesmo que por estarmos neste contexto estivéssemos separados do restante. Que pelo contexto nos fosse pedido para não vestir a camisa do inter em alguns trechos da ida e da volta.

Entendo que é uma transição, bate um pingo de frustração, de que todo um aparato é necessário para isso existir ainda, e que não seja natural. Mas é um caminho, nada muda do dia pra noite, tudo transita, tudo tem um tempo de inicio meio e fim. Pela simplicidade dos movimentos, do acesso e da saída sinto que estamos num caminhos melhor, de mais convívio, de que o esporte traga diversão e aprendizado se sobrepondo ao olhar de competição.

Podemos conviver em diferentes, rimos fizemos piada um do time do outro, brindamos, e mesmo entre vitoriosos e derrotados vivemos a experiência de que sim é possível novas formas de convívio, mesmo no distanciamento de uma dualidade esportiva.

Fica o sonho, de um estádio com 20 mil torcedores mistos de ambos os lados. E que o anormal seja assistir o jogo separados, isolados com o nós e eles presente.

Quando a intenção é mais forte que o medo?

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