Viver em colaboração amando-me.

Sou um homem forte, confiante, comprometido e livre. Vivendo o presente, compartilhando amor, sabedoria e alegria.

Apaixonado por colaboração, acredito que a abundância de recursos está diretamente associada a conexão das pessoas com propósito comum.

Como perturbar a escola de forma positiva?

O positivismo pode ser experimentado de todas as formas, até mesmo na provocação da desordem.

Como criar mecanismos de perturbação da ordem, pelo viés positivo no empoderamento do novo e de todos. Lembro de como foi a minha escola, e olho pros dias atuais, o quanto estaria desencaixada. Visito uma escola, e as classes seguem iguais, horários iguais, prédios iguais, e a grade curricular mais leve, mas de certa forma industrial como antes.

Poderia ser extremo e dizer, que chata que é a escola, se meus filhos se virarem pra mim dizendo o quão chato, como vou responder? Vou dizer que a escola faz bem? Não sei?

Fez bem pra mim? Em certo ponto sim, estou aonde estou, por n motivos, um deles é a escola, não posso atribuir 100% do êxito a escola, talvez a capacidade de aprender algo, mas não consigo criar determinismo de o que gerou o que. E tampouco tenho energia pra pensar como seria, se eu tivesse frequentado outra escola. Aconteceu o que tinha que acontecer, e tenho minha história escolar.

Vivi o calendário rotativo, fiquei em turma onde boa parte já tinha repetido de ano, fiquei desconfortável em duas escolas por estarem desalinhadas com o que queria, e tive a oportunidade de escolher onde estudaria meu 2 grau e faculdade.

Se para pra olhar meu tempo na escola pelo viés positivo me vem muitas imagens interessantes, muitas alegrias, muitos aprendizados, muitos amigos. E lembro que eu não era lá tão sociável numa timidez extrema nos primeiros 8 anos. Mesmo assim, lembro dos rostos dos que estudaram comigo, não tanto de todos os professores, talvez os mais marcantes. Mas o que marcou foi com quem estudei, com quem dividi o aprendizado, as duvidas, as colas, os trabalhos, preocupações com provas e recreios.

Mas o que tudo isso tem a ver com perturbar? Como um aluno hoje pode fazer suas escolhas de como quer estudar, como alguém que quer aprender mais pode reivindicar isso de de forma positiva. Como criar mecanismos de verdadeira perturbação ao sistema que permita que alunos proponham aprendizados além dos já oferecidos?

Não mudaria a grade, não mudaria o que já funciona minimamente (não sei realmente se é efetivo, mas funciona aos trancos…), mas poderia adicionar temperos de experimentação. Quando vejo a palavra ensinar, é como se eu tivesse impondo algo à alguém, ao invés de oferecer. Tutor funciona melhor, maestro também, mas ainda preferiria como guia, pra mostrar os caminhos possíveis, e cada aluno escolher o seu.

Hoje a escolha é pragmática de estudar ou não estudar, aceitar ou não aceitar e ponto. Como perturbar tudo e criar outras escolhas, como esculhambar no bom sentido, aproveitar o recurso fisico ao máximo e compartilhar aprendizado de forma sistêmica?

Imagina os próprios alunos ensinando algo aos outros alunos, pais se revezando em um momento da semana ensinando algo através de suas experiencias? A escola virando ponto de contato de todos para interagir para escolher o que se quer aprender? Por que não aprender filosofia na prática, e cidadania na prática? Por que não aprender pelo olhar positivo experimentando outras formas de aprendizagem e interagindo com a comunidade?

Faço indagações propositivas, me pondo no olhar de futuro de como seria? Vejo varias ações presas pelo que não se tem, pela falta, pela burocracia. Como hacker o sistema e criar formas inclusivas de autogestão e auto-aprendizagem em coletivo nas escolas.

Segunda brilharam meus olhos, ao ver uma escola com 200 e poucos alunos alinhados num auditório num primeiro momento com vergonha ou medo de falar, e 2 horas de pois, as cadeiras todas dispostas em pequenos círculos de 5 pessoas, todos conversando colaborando, co-criando nova soluções, dando espaço pra sonhos, ideias expandindo o campo de possibilidades.

Foi uma pílula apenas, fico receoso de como manter essa motivação ou ativação de pé, já que no dia seguinte as classes estavam em posição militar de novo. E me pergunto, por que não? Da pra fazer, é só começar.

E se as tecnologias sociais fossem a verdadeira inovação do momento?

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