Viver em colaboração amando-me.

Sou um homem forte, confiante, comprometido e livre. Vivendo o presente, compartilhando amor, sabedoria e alegria.

Apaixonado por colaboração, acredito que a abundância de recursos está diretamente associada a conexão das pessoas com propósito comum.

O que acontece que me boicoto nas horas onde mais preciso me permitir? (28/abr)

A exatos 365 dias, um ano, comecei este desafio particular de escrever para mim mesmo de forma simples e continua, todos os dias. Por varias vezes me sabotei.

Pulei dias, paralisei sem conseguir escrever, compliquei o processo, criei hábitos, descriei outros hábitos, encontrei formas de doer menos, me culpei, me lapidei em mim mesmo em entender o que acontece nesse desafio de se expressar e refletir todos os dias.

Me saboto e continuo sabotando, na reta final para completar um ano surtei. Paralisei como nunca havia paralisado neste ano, simplesmente não me sentia bem para refletir e escrever, parei por 3 semanas, sim foi o que alguns chamam de burnout, não me sentia assim desde 2013 qd pensei em abandonar tudo, quando sentia que nada valia a pena, e que meu caminho era desastroso.

Me impressiono com minha capacidade de criar cenários monstruosos e complexos sobre mim mesmo, talvez não seja só eu, mas tem horas que minha mente cria possibilidades infinitas de insucesso, e eu brilhantemente sigo o plano, somatizando e concretizando o plano infalível de não dar certo.

Me boicotar é uma prática, do meu inconsciente, tanto quando não me cuido, quando procrastino, quando conflito de forma bélica machucando o outro, agredindo e me impondo. Não é saudável pra mim, e tampouco pra quem me cerca. Me saboto quando expecto no outro o que eu não consigo dar conta em mim mesmo. Crio expectativas além da conta em todas as direções, afirmando no meu inconsciente que não vai dar certo até que realmente não de.

Podia estar escrevendo aqui do barato que foi escrever por 1 ano, por todos os textos reflexões que recebi de mim mesmo, pelo simples fato de estar observando e me permitindo aprender, mas como explicar que agora dia 9 de maio estou escrevendo o texto do dia 28 de abril. Que vergonha, pobres leitores que ficaram estes dias todos esperando, será?

Me vitimizo por que não dei conta, podia simplesmente desistir e dizer, ok não escrevi esses dias e tudo bem. Teve uma séria de 10 dias acho que em julho que o mesmo ocorreu e deixei pra traz. Varias vezes perdi o dia, vários textos emergiram as 23:58 pra não perder a data.

A vergonha de fracassar, o medo de fracassar colocava em movimento na minha mente ações que levavam diretamente ao fracasso. Mas fracasso aos olhos de quem? Como me permito apreciar?

SIM A PARTIR DAQUI VIRO A CHAVE, pra mostrar que apreciar é possível.

Escrevo simples, diretamente, conectado ao que estou sentindo, assim meus textos se multiplicaram, é bem provável que o material já existente renda um livro, e multiplique saberes ou formas de se expressar.

Simplifico a escrita reflexiva sobre o que penso, me pergunto todos os dias algo novo, não novo em existência, mas novo por que o que estou refletindo neste dia é diferente do outro, e minhas respostas, ou discursos de reflexão se alteram a todo instante.

Aprecio ter um material gigante (pra mim que não escrevia assim o é), ainda não seu valor pra quem não leu. Pra mim que voltei a reler o que escrevi, é como se o Rafa do passado tivesse mandando mensagens de cuidado ao Rafa do presente, só este valor pra mim mesmo já é apreciado.

Imagine se eu não tivesse escrito, o que eu poderia estar fazendo? Me culpando como nos 4 anos que antecederam, em que fiquei querendo escrever e não escrevendo?

Aprecio a persistência de ter me permitido descansar de mim mesmo, escrevendo mesmo que tardiamente um texto no dia de memória que ainda guardo das maiores reflexões.

No dia 28 encerrei 3 dias de autoconhecimento, me preparando para projetar o meu melhor no mundo, conectado ao que é meu, ocupando meu lugar, com fragilidade, com feminino, com masculino com o melhor de mim. Revisitar os textos, mesmo com um principio de boicote generalizado de não terminar um ano de escrita me conduz ao meu melhor. O meu melhor escreve agora, atrasado sim, mas em dia comigo mesmo.

Aprecio a simplicidade dos textos, o papo direto sobre o que mais importa.

Preciso me permitir fazer, me permitir avançar, me permitir aceitar o protagonismo de mim mesmo, de todas as formas possíveis, parar de fugir do centro, ocupar o meu lugar. Quando estou quase, algo acontece e me boicoto a mim mesmo, afasto pessoas, critico, com medo, muito medo de prosperar.

Volto a pergunta, e me pergunto, posso escolher, continuar me boicotando, ou me permitir receber, me permitir estar presente, no aqui agora, comigo no meu melhor, conectado a tudo de positivo que orbita em mim.

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