Viver em colaboração amando-me.

Sou um homem forte, confiante, comprometido e livre. Vivendo o presente, compartilhando amor, sabedoria e alegria.

Apaixonado por colaboração, acredito que a abundância de recursos está diretamente associada a conexão das pessoas com propósito comum.

O que acontece quando chegamos no limite do risco financeiro?

Grana é um tabu, difícil de ser conversado.

Muitos são habilidosos em investimentos, em pensamento financeiro, em saude emocional financeira. Os estudiosos descrevem e escrevem como ser habilidoso a lidar com dinheiro, guardar o necessário, gastar a metade do que se ganha, investir para garantir uma renda no fim da idade.

Tive oportunidades incríveis de me estabilizar, de ficar muito tempo em lugares que me permitiriam gerar riqueza para mim mesmo, por longo tempo e garantir o futuro seguro da minha família. Optei mais de uma vez por abandonar essa segurança, pois ela limitava a minha evolução como individuo e aprendiz .

Abandonei emprego público, abandonei altos postos em organizações que me valorizavam, abandonei vida mansa em empresa menor onde tinha conforto, experimentei salários altíssimos. E podia sim ter seguido o caminho tradicional, guardar, investir, enriquecer, ter segurança e depois dos 60 curtir a aposentadoria e a vida.

Felizmente escolhi me arriscar, fazer mudanças incomuns, paradas estratégicas. Os últimos 6 anos foram incríveis, mas ao mesmo tempo loucos. Em junho de 2013, nesta mesma época, abandonei a empresa que mais gostei de trabalhar na minha vida, a Ivai Engenharia, depois de 3 anos de um doutorado em gestão na prática com uma cultura empresarial espetacular. Vivi mudanças, ambientes hostis e um aprendizado gigante no crescimento de mim mesmo. Depois de inconscientemente tentar me matar em meados de maio de 2013, vi que a correria, e a busca incessante por ascensão de carreira iam cobrar o preço a respeito da minha saúde mental, foi uma escolha num momento de não me sentir bem comigo mesmo.

De lá pra ca, experimentei um emprego calmo no interior, onde a paz reinava em mim, mas me sentia involuindo. Escolhi me trabalhar no autoconhecimento, e portas mágicas se abriram, para um novo mundo ainda inexplorado. Escolhi cargos que gostava com altos salários, fui estudar fora, escolhi nome do cargo que eu assumiria, e nesse vai e vem. Nos últimos 6 anos trabalhei para outros em apenas 32 meses, menos de 3 anos trabalhando para outros e mais de 3 anos me desenvolvendo a mim mesmo.

Vivi o limite do risco financeiro no ano de 2016 durante e depois da minha estada na Espanha. , vivo neste momento um risco ainda mais assustador, num contexto onde aumentei meus gastos sem a possibilidade imediata de reduzi-los. Me aprisiono neste instante a um olhar da mentalidade da escassez, de que vai faltar, e trabalho mentalmente para buscar alternativas.

Não me considero bom com gestão financeira, junto pouco, gasto demais as vezes, vivo o presente, olhando pra necessidade presente, escolho e isso tem seu preço. Acredito que abundância é ter acesso aquilo que se precisa no momento que se precisa. Porém o mundo não vive essa lógica AINDA, o funcionamento é guardar, para investir e viver do estoque. Este é o correto, o saudável para muitos.

Dói falar de grana, dói e da medo quando falta, e falta pra todo mundo. Não sou vitima, sou dos que teve a oportunidade de viver de forma que não falte, mas escolhi assumir os riscos de experimentar, e dar tempo para minha criatividade e aprendizado. Sou abençoado por ter tido este tempo e todas estas experiências.

Não fugindo da pergunta e com a pretenção de não ter as respostas, olho para mim mesmo e vejo quanto tempo minha cabeça fica pensando durante o dia sobre essa falta, o quanto me aprisiono mentalmente no modelo de que vai faltar, de quão enraizado isto esta no meu inconsciente. Ainda tenho crédito e não sei por quanto tempo, é possível sim quebrar nesse sistema e é muito fácil, rápido e DOLOR. Olhar para o limite e ver o tempo encurtar para mudar a curva, força a cabeça a olhar para o passado com tom de critica das decisões, por varias momentos me questiono das escolhos e coloco E SES no meio.

Não existe E SE, só o presente.

A respiração me traz de volta a este presente. A perspectiva de que nada adianta agora olhar para traz com dor, só me apoia olhar para o que aprendi, para o que evolui, para o desfrute do tempo de pensar, de quase 3 anos de liberdade de aprendizado e evolução. Ficar na dor não alivia o problema e nem cria soluções, é respirar, movimentar o corpo, trazer luz as possibilidades e seguir em frente, fazendo o bem por onde passo e olhando por mais tempo para os lugares extraordinários onde posso gerar valor.

Que mapas podemos fazer de nós mesmos?

Que mapas podemos fazer de nós mesmos?

Como dar transparência aos bastidores do que fazemos?