Viver em colaboração amando-me.

Sou um homem forte, confiante, comprometido e livre. Vivendo o presente, compartilhando amor, sabedoria e alegria.

Apaixonado por colaboração, acredito que a abundância de recursos está diretamente associada a conexão das pessoas com propósito comum.

Onde a paixão se conecta com o que se faz?

Apaixonar-se…

Naquela fase do inicio de adultez não temos tempo, olho pro meu passado e vejo que era fazer, fazer e fazer, e as paixões ficavam apenas para os relacionamentos ou laços futebolísticos.

Com o passar do tempo, a maturidade e tempo dedicado a autoconhecimento, comecei a perceber que existiam muitas outras paixões, tanto no fazer quanto no não fazer. O sentido em se estar fazendo algo passou a ser importante, a conexão e a coerência passaram a ser fundamentais.

Como o tempo comecei a perceber uma série de desconfortos com o sistema. Eu estava fazendo o meu papel, só o papel que vinha fazendo era visto por uma série de perspectivas distintas. Começo pela minha perspectiva, de que estava em um projeto fantástico ligado a coisas que amo, a engenharia e a colaboração, tinha ferramentas e oportunidades de criar condições a evolução dos indivíduos a minha volta.

Para outros a perspectiva é de que eu era chefe, era a de que eu tinha poder, e para outros ainda, que eu era só mais uma marionete como tantas outras dos modelos organizacionais tradicionais, que esta ali com uma pecinha na engrenagem de gerar lucro a todo custo.

Hoje passo a olhar com amorosidade pra todas estas perspectivas, todas elas corretas a partir do contexto de seu ponto de vista. Não tenho como julgar o outro e a história dos outros, e cada um ao seu tempo vai vendo as histórias e as situações por outros primas. Inclusive eu.

Tive a grata oportunidade na ultima quarta feira de encontrar com um grande amigo, líder, mestre e professor. Conversamos por alguns minutos, reconectamos algumas histórias, e conversar com ele me fez ver o quanto sou apaixonado por engenharia de custos, por organizações com culturas solidas dispostas a evoluir. Me senti mais conectado comigo percebendo os porquês e para quês, de não conseguir desconectar totalmente da engenharia.

Sim tenho uma paixão em operar custos e gerir, também tenho uma paixão por criar espaços de conversa, e permitir que outros acessem alguns mundos que tenho acessado. A união dessas duas paixões, me permite estar apaixonado tanto quando consultor, quando gestor, ou quando palestrante facilitador e anfitrião.

Ao escrever na ultima sexta, sobre otimização de custos através do que pulsa nas pessoas, me fez perceber um campo ainda maior de paixão concentrando todos estes olhares num foco de metodologia de trabalho, aceitando testes variações, e levando organizações e coletivos na direção de modelos autogeridos, mais leves e conectado ao que pulsa nestas pessoas.

E se as ferramentas já tivessem postas e só precisássemos conversar sobre elas?

E se as ferramentas já tivessem postas e só precisássemos conversar sobre elas?

Quando é hora de recuar?