Viver em colaboração amando-me.

Sou um homem forte, confiante, comprometido e livre. Vivendo o presente, compartilhando amor, sabedoria e alegria.

Apaixonado por colaboração, acredito que a abundância de recursos está diretamente associada a conexão das pessoas com propósito comum.

Quais gatilhos te tiram do sério? (6/ago)

Talvez a pergunta seja quais gatilhos te tiram de prumo? Já que o tirar do sério seria até uma boa em contexto pra sorrir mais.

Tenho acionado pontos de explosão com frequência, talvez por estar com as emoções latentes abertas e a flor da pele como dizem. Os gatilhos de valores e sobrevivência estão mais sensíveis, mas dispostos a disparar ou explodir. Parar para olhar pra eles me deixou o dia reflexivo a tudo, emocionalmente sensível.

Ao decidir por uma vacina mais dolorida pro meu filho por decidir não pagar uma menos dolorida. Por refletir sobre qual a melhor escola, ou a melhor possível no atual momento. Sobre decidir deixar meu filho 6 horas em um local com outros, pra podermos conceber os recursos que sustentem o todo. Acompanhar meu pai na consulta depois da instalação de dois stends, e perceber comigo mesmo que ou faço algo ou tomo uma atitude interventora comigo mesmo ou vou na mesma direção entupindo as veias e coronárias.

Tudo ao mesmo tempo me fazendo sentir, que mesmo com gatilhos a flor da péle ainda é possível escolher, sentir, refletir e continuar de pé, fazendo e se movimentando.

Liderei por muito tempo e me preocupei com o contexto dos meus liderados, sabendo que suas reações dependiam muito de como estavam num contexto geral, me perceber nesse mesmo momento liderando a mim mesmo e sentindo na pele todas emoções possíveis cuidando pra não me desestabilizar e explodir, segurando todos os gatilhos com malabarismos emocionais, acalmando o coração, respirando e tentando continuar respirando focado no que de melhor acontece se torna um desafio extremo.

Talvez o parágrafo anterior esteja confuso, mas tem horas que as coisas ficam confusas mesmo. As dores são mais fortes e o cara grita sem se dar conta, fala mais alto e sai dando tapas sem querer de forma inconsciente, é como se encontrasse pontos pra descontar, onde não devia. Por sorte sempre é tempo de se perdoar, respirar e buscar conversar sobre o que aconteceu. Mas ainda é preciso muita sabedoria, calma, apoio, simplicidade, para agir com não violência consigo e com os que te cercam, esses gatilhos mentais que nos tiram do nosso melhor e nos levam pro nosso pior, estão sempre ali, só precisamos saber utilizar os dedos que não disparam, meditar, acalmar a mente e desacelerar pra reestabelecer a presença de si e a calma de dar o tempo e silenciar.

São as respostas que me vÊm agora num dia doido, de ver que não posso pagar a melhor escola, e que talvez a melhor escola não seja a melhor escola. Que ver a dor e a febre no final do dia, pela vacina mais barata, também dói em quem escolhe, e que isso faz parte, que a dor e a tristeza são combustíveis do aprendizado e das reflexões, e que mesmo nesses cenários a escolha ainda é ser amoroso comigo e com os outros, mesmo que eu não demonstre isso o tempo todo, e algumas vezes aperte os gatilhos errados.

Sigo nessa jornada de ser humano, na montanha russa de sair do sério as vezes mesmo sabendo que não quero e sabendo que não é o melhor caminho. Talvez uns chamem de loucura, outros de de qualquer outra coisa, mas a vulnerabilidade de se sentir instável, emotivo, triste, e ao mesmo tempo sorrir quando um médico diz que seu pai vai ficar bem e pode voltar a vida normal, ou ver que estamos cheio de crianças sorridentes encerradas em muitas escolas por ai pedindo atenção a todos que passam me faz refletir que tudo sim é para aprender, e talvez as escolhas que fiz me coloquem num tiroteio de muitos gatilhos emocionais se experimentando disparar para não serem mais utilizados no futuro.

E se as vezes perguntas e reflexões não funcionam na dissolução de conflitos?

E se as vezes perguntas e reflexões não funcionam na dissolução de conflitos? (7/ago)

E se mesmo numa montanha russa de emoções, pudéssemos olhara para o que de melhor aconteceu? (5/ago)

0