Viver em colaboração amando-me.

Sou um homem forte, confiante, comprometido e livre. Vivendo o presente, compartilhando amor, sabedoria e alegria.

Apaixonado por colaboração, acredito que a abundância de recursos está diretamente associada a conexão das pessoas com propósito comum.

Qual a escolha de ser pai?

Eu escolho ou sou escolhido?

Ambas juntas e no que isso implica?

Sou pai de uma filha e um filho lind@s. Duas experiências distintas por óbvio, mas o comum em ambas é que a sua maneira e dentro das possibilidades escolhi ser pai, a escolha de não exercer a paternidade e exercer a fuga está sempre ali disponível como em tantas outras famílias sem a figura do pai. Mas escolhi, assumi, com todas as suas alegrias, prazeres, aprendizados e evoluções que competem.

Ao mesmo tempo fui escolhido, já que, me podia ser negado esse direito. Podia o universo ter conspirado contra, muitas coisas terem acontecido, e eu simplesmente não ter sido pai. De alguma forma estas duas almas pequenas me escolheram e vieram até mim, com seus sorrisos, caminhadas e aprendizados nessa jornada.

São poucas vezes no ano que paro para refletir a paternidade, em janeiro com a vinda do Bejamin foi uma delas, mas hoje reflito sobre um ângulo maior, a respeito de todos os pais que existiram até que eu estivesse aqui. Gerações e gerações que passaram por este mundo, mantendo a vida acesa, o cuidado, o acolhimento até a adultez, para que o ciclo continuasse. Sou parte deste ciclo ancestral, existe a confiança de muitos para que o ciclo continue. Foi desejo meu por muito tempo ter muitos filhos e assim ainda o desejo. Mas confesso que o contexto atual me pões a prova no pensamento de que mundo escolho para os meus filhos viverem.

As opções estão ai, da mesma forma que escolher ser pai é uma benção e uma missão generosa e complexa de altíssimo valor, todas as escolhas que provem desta escolha trazem ainda maior significado no que vem depois. Criar as condições, dar o caminho, estabelecer os acordos e os valores, cultivar, cuidar e sustentar até que caminhem sozinhos nos seus mundos é uma jornada gigante.

Foi dia de refletir, sobre o meu pai, e os pais que vieram antes dele. Sobre minha mãe e os pais que vieram antes dela. Sobre mim e sobre os pais e mães que serão meus filhos.

Nada é por acaso, e não existe escolha certa ou errada, simplesmente se escolhe. Grato por ter escolhido ter filhos, mas principalmente grato por ter escolhido ser pai.

Ao invés de perguntar o que não se esta comunicando, por que não perguntar o que se está comunicando?

Ao invés de perguntar o que não se esta comunicando, por que não perguntar o que se está comunicando?

E se, o silencio de se permitir observar te trouxer novas perguntas? (10/ago)

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