Viver em colaboração amando-me.

Sou um homem forte, confiante, comprometido e livre. Vivendo o presente, compartilhando amor, sabedoria e alegria.

Apaixonado por colaboração, acredito que a abundância de recursos está diretamente associada a conexão das pessoas com propósito comum.

Comunicar para quem?

Refletindo nos primeiros segundos frente a pergunta…

Os manuais descrevem que devemos definir o público que queremos atingir, estudar este público, empatizar, sentir o que eles sentem (se isso já for verdade melhor), entender suas dores e pontos que valorizam, para a partir destas informações elaborar uma história ou roteiro, que comunique nossa intenção através da linguagem e forma que conecte esse público alvo.

Interessante pensar, que temos as habilidades de construir narrativas que conectam, baseado no que estudamos do outro, e que talvez consigamos ainda ser nós mesmos, comunicando o que sentimos, com um planejamento prévio pra utilizar as palavras certas no momento certo.

E se não tenho um público definido? E se ainda não a quem comunicar efetivamente? Um passo atrás?

Fico me perguntando se é arrogância ou prepotência, insistir em comunicar quem sou da forma quem sou. Mesmo o universo dizendo que preciso polir minha comunicação para se encaixar em padrões melhores. Escrevo abertamente sem medo, podendo ser interpretado de múltiplas formas, e quando o faço de fato não estou pensando no público que lê, estou refletindo a mim mesmo, da minha forma, do jeito que me aceito, e pode ser que para algumas pessoas isso encaixe ou não.

Ainda assim preciso definir um público, para então comunicar. Fico um pouco engessado nesse conceito, comunicar é uma atividade básica humana, fazemos todo o dia, a todo instante, com a fala, com os olhos, com os gestos e com o corpo. Não é só nas mídias, na tv, na escrita ou em plataformas. Comunicamos ao vivo, no um a um o tempo todo. Será que pra isso preciso estar extremamente robotizado, planejado e com as histórias desenhadas previamente para refletir?

Aprendi com a CNV a observar mais, a escutar o outro (embora isso ainda me seja difícil na prática), a oferecer e pedir o necessário, tudo ao vivo, tempo real, sem planejamento e sem definição de público. Pode ser que conecte pode ser que não, mas estou comunicando ao outro o que tenho de melhor a oferecer naquele momento, assim como pedir o que preciso naquele instante.

Ambas as formas, a do marketing que comunica depois, ou a humana que comunica ao vivo, se parecem no perceber o outro, e oferecer a melhor história ou a melhor escuta. Mas volto a pergunta e me pego novamente no comunicar pra quem?

Comunicar pra mim…seria a resposta imediata, afinal a intenção o interesse de comunicar é que me faça bem, começo por ai, e sigo na mesma lógica conectando qual a intenção que esta presente nesta comunicação para mim, quando encontro o outro?

Fecho talvez com perguntas, mas a real intenção que me vêm é que quando comunicamos algo á alguém o objetivo é satisfazer uma intenção própria que me faça bem, se não já partimos desconectados.

O que significa pra ti a pergunta, o que comunicar?

O que significa pra ti a pergunta, o que comunicar? (14/ago)

Ao invés de perguntar o que não se esta comunicando, por que não perguntar o que se está comunicando?

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