Viver em colaboração amando-me.

Sou um homem forte, confiante, comprometido e livre. Vivendo o presente, compartilhando amor, sabedoria e alegria.

Apaixonado por colaboração, acredito que a abundância de recursos está diretamente associada a conexão das pessoas com propósito comum.

Como você lida com a falta de atenção dos outros contigo? (1/ago)

É uma mistura de sentimentos. A pergunta remete a falta de atenção, mas quero refletir primeiro com meu comportamento quando recebo atenção, acho que olhar para o que acontece neste momento pode trazer percepções diferentes. Sinto que passo despercebido quando recebo atenção, talvez receba atenção diversas vezes durante o dia, que me é comum e talvez, não agradeça, ou não reconheça a atenção do outro para comigo. Claro que gosto, me sinto bem quando chego em um lugar e as pessoas estão dispostas a me receber, a conversar comigo, e estão disponíveis. Tenho a atenção dos meus filhos quando chego em casa, pelo menos agora nas férias da minha filha é ótimo chegar do trabalho e receber um abraço dela.

É ótimo quando me sinto escutado, mas também a ação em dose maior causa desconfortos quando percebo que virei o foco da atenção sem me dar conta, falei demais, ocupei demais o microfone e fiquei no centro. Este mesmo sentimento ocorre, quando todos estão querendo me ajudar, e por escolha eu me mostro mais transparente mais vulnerável do que está acontecendo comigo, e de alguma forma, sem pretenção me coloco no centro novamente, não por vontade, mas por situação, e recebo mais atenção do que gostaria.

Trago o olhar de quando recebo atenção, por que talvez, não percebamos quando ela sobra, só sentimos a sua falta, e verbalizamos a falta da atenção. Parei pra pensar que muito em breve meu filho vai passar boa parte da semana em uma escola, com outros lhe dando atenção, que não eu ou a Su, e por consequente a hora que ele sair deste lugar, vai querer ainda mais minha atenção, e eu a dele, não sei como será este dia a dia. Não experimentei essa situação com a Caroline.

Quando sinto que não tenho a atenção do outro, bate algo como me sentir não suficiente, ou não importante, uma culpa como se isso fosse reflexo apenas da minha ação, sem pensar na parte que cabe ao outro. O sentimento também se mistura com um silêncio em que está tudo bem, respeitando a situação e o que ocorre, ao mesmo tempo disparando internamente alguns dispositivos inconsciente que movem minha fala, ou minha atitude em passar percebido, e ter a atenção mínima desejada.

Imagina você sentado em um restaurante, já se serviu e quer muito pedir uma bebida para um garçom. A idealização natural é de que não precisa chamar, ele tem que ter me visto me sentar, e vim pelo menos oferecer, mesmo que eu não quisesse, mas sem perceber ao mesmo tempo outras 30 pessoas sentaram muito próximas, e a atenção não aconteceu, passaram 15 minutos e nada, você balança as mãos e parece que ninguém vê, até que de forma não educada você faz um barulho, ou chama “ei amigo” até que tem a atenção que queria. Esse movimento ultimo é o pedido de atenção, por que em algum lugar você acha que ele deveria já ter te visto. Quem não passou por isso? Amplifique isso agora para todas tuas relações em que não pede atenção, ou ocupa demais a atenção e não percebe? Pois é, estamos todos no mesmo espaço, convivendo, em busca de atenção ao mesmo tempo no volume necessário, talvez por isso tantas redes sociais, tanto marketing, tanto popup e email, todos pedindo atenção.

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