Viver em colaboração amando-me.

Sou um homem forte, confiante, comprometido e livre. Vivendo o presente, compartilhando amor, sabedoria e alegria.

Apaixonado por colaboração, acredito que a abundância de recursos está diretamente associada a conexão das pessoas com propósito comum.

Onde me conecto com a tradição? (20/set)

Já me senti mais tradicionalista, já foi mais forte em mim o celebrar do 20 de setembro. Já fiz festa, já cantei hino, já desfilei tocando gaita. Mas será que sigo me conectando? 

Não uso mais a pilcha, mas ainda tenho bombachas, já não toco mais instrumentos mas ainda tenho as gaitas. Já não tenho ido em galpão mas ainda tomo meu mate e escuto as musicas, já não tenho dançado mas balanço o corpo. E assim simplezito percebo que a tradição ainda habita em mim em alguns hábitos de forma sutil. Legal misturar habitação com habituação. Será que ai não tem uma chave?

Tradição é algo que se repete, que se celebra, que se cultiva, e que se passa de geração para geração. As histórias do nosso povo gaúcho são passadas de pai pra filho, ou através da escola e/ou historiadores. Que bom que me sinto parte, que sou de um estado que cultiva seu passado, que celebra e narra suas histórias para lembrarmos. Claro que sem todas as perspectivas que existiram, mas ainda assim a história segue sendo contada e passada adiante. Espero que isso perdure ainda por muitos séculos, e quem sabe daqui a 500 anos contem como celebrávamos nosso 20 de setembro.

Me pego refletindo sobre a tradição, com saudosimos de quem gosta duma musica, duma junção mas que tudo isso perdeu um pouco de significado, pela distância e pelos contextos que ando inserido.

Tenho refletido recentemente que o contexto onde estamos diz muito de quem somos ou como nos comportamos. Eu já copiei sotaques, trejeitos e hábitos. Já me adaptei a regiões, politicas e trabalhos diferentes. Assim como idades também. Infelizmente estou mais longe dos círculos tradicionalistas, e nunca estive enraizado neles. E cada vez que me abro mais ao novo, menos tradicional fico. 

O que isso quer dizer, que sou apaixonado pela historia, mas construo meu futuro a partir do meu presente, sem ficar prezo aos padrões e tradições do passado. Já não me apego mais, pelo simples fato de estar aberto ao novo, olhando pra tradição como ferramenta de manter a história viva, principalmente focando nos aprendizados deixados por ela.

Quanto o tempo de hoje é igual ao de ontem?

Quanto o tempo de hoje é igual ao de ontem? (21/set)

O que te faz sonhar? (19/set)

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