Viver em colaboração amando-me.

Sou um homem forte, confiante, comprometido e livre. Vivendo o presente, compartilhando amor, sabedoria e alegria.

Apaixonado por colaboração, acredito que a abundância de recursos está diretamente associada a conexão das pessoas com propósito comum.

Como prototipar a si mesmo?

Na era dos protótipos, MPVs, testes AB, tentativas e erros. Como utilizar estes conceitos e práticas para desenvolver a si mesmo?

Uma pergunta que me é necessária nesse momento, e que a reflexão na tentativa de resposta poderá me trazer alguns benefícios.

É facil prototipar coisas, trocaria ainda o fácil por simples, afinal se estrutura um objeto ou processo, narra-se uma história sobre ele, e vai-se a rua, no encontro dos outros a partir da interação a testar e validar.

A diferença que me vêm, é que posso sair contando histórias de mim mesmo, vestir roupas diferentes, criar sites, imagens, cards e videos para contar algo sobre mim, testando e validando da mesma forma que fazemos com objetos. Porém me vem o cuidado de apenas uma única e grande diferença. Não somos descartáveis, não da pra descartar um protótipo humano de si mesmo. Talvez uma atividade, um trabalho, um objeto criado sim, mas não podemos descartar a nós mesmos.

A pergunta me bate forte no ultimo dia do mês destinado a reflexão do suicídio. Em um mês que o pensamento ruim de descartar a mim mesmo me visitou mais uma vez, a segunda vez neste ano, e a terceira vez nesta vida. Não da pra nos descartarmos, é inconcebível, é a perca absoluta do amor infinito a si mesmo.

Vivemos em um mercado em que umas pessoas prototipam as outras, não estou criando cenários, mas vi diversas vezes empresas contratando pessoas com sonhos, e 2 ou 3 meses depois as descartando por que o protótipo não deu certo.

Volto a pergunta sobre o poder e a intervenção sobre si mesmo. Suicidar-se talvez seja o próprio descarte numa falsa impressão de um protótipo que não deu certo. Humanos não se prototipam, escrevo em tom de afirmação podendo ser confrontando, e podendo estar ainda errado. Mas fica difícil prototipar a própria humanidade.

Eu adoraria ter escrito a pergunta de forma diferente, talvez como prototipar os recursos do nosso entorno que servem a nossa sobrevivência? E essa pergunta se encaixaria, na comunicação, nas coisas que faço, nas tentativas de acertar envoltas em todo aprendizado da história das nossas vidas.

Erro muito, aprendo bastante, vivo intensamente e isso me traz uma infinidade de sabedoria aplicada. Mas percebi nesse final de semana que não posso negar, fugir ou ofuscar o que já vivi, independente do resultado, são histórias minhas, só minhas e parte da minha existência. Se este pensamento é uma verdade, é inconcebível prototipar a si mesmo, pois só NASCEMOS UMA VEZ. Embora eu tenha me reinventado inúmeras vezes, participado de ritos de renascimento, e simulações para estimular a mente a nascer denovo, a fisica das nossas células não permitem isso, elas revelam o tempo que estamos aqui. Nossas células perduraram por toda nossa existência, para ler e sentir tudo que vivemos.

Nus, pelados, como seres humanos, nos é impossível prototiparmos a nós mesmos. Mas…

É possível sim, prototipar o que fazemos, como interagimos no mundo, como contamos nossas histórias, desde que todos estes protótipos se conectem em algum ponto a quem somos, e o para que fazemos o que fazemos neste mundo.

Quando deixei de me reconhecer?

Quando deixei de me reconhecer?

O que emerge quando saímos de um mergulho?

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