• Rafael Urquhart

Como é a relação com o seu Pai?

Na ultima semana tive a oportunidade de reconhecer minha ancestralidade, uma ligação amorosa, onde pude ressignificar tudo que estava acontecendo agora, reconhecendo quem tinha vindo antes, meu pai.

Ele fez o seu melhor, entre erros e acertos (hoje vejo que não tem certo e errado), fez sempre o que estava ao seu alcance o que era possível para suprir minhas necessidades como filho querendo e desejando sempre o meu melhor, sem interferir no que eu me tornaria.

O culpei muito tempo, erroneamente por não poder enxergar, por não ver a simplicidade da vida. Fiz o mesmo com minha mãe, liguei, nos reconectamos e nos reconhecemos, mas quero falar hoje deste veio barbudo e careca que me acompanha desde os primeiros passos.

Não por nada meu filho Benjamin vem no mesmo mês do seu aniversário. E hoje no dia dele no dia do Henry José Urquhart Perez, 15 de janeiro, não me contenho em trazer algumas máximas que me servem até hoje.

Os teus limites terminam quando começam o do outro

Diga sempre a verdade

Respeite os mais velhos

Ouvir é diferente de escutar

Deixe tudo melhor do que encontrou

Respeite os teus avós

Baixa a bola que não és tudo isso

Como foi teu dia?

Se eu for listar tudo que ele me ensinou, não cabe num texto, se eu for listar tudo que ele me permitiu experimentar também. Sei que muitas vezes frustrei as expectativas, quando troquei de emprego estável, quando larguei o concurso público, quando fui pai sem planejamento, quando decidi me afastar um pouco da engenharia. Mas mesmo fazendo o que não era esperado ele nunca me disse não, nunca deixou de me apoiar e acreditar em mim, de que eu me tornaria alguém melhor.

Estou longe, sem poder dar um abraço hoje no seu aniversário HENRY, mas aprendi que reconhecer move montanhas, que o reconhecimento ancestral só nos faz bem, que no fundo no fundo, o olhar positivo sempre mostra a verdade e nos faz mais partes.

Obrigado Pai por ser parte do que me tornei. Beijos no coração e FELIZ ANIVERSARIO.

O que acontece quando ressignificamos o reconhecimento de outras formas?

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