• Rafael Urquhart

Como anda a sua persistência?

Mais leve, menos parecida com teimosia e mais próxima a perseverança.

É uma leitura do hoje em comparação com o ontem, com pitadas da expectativa de futuro que eu acho que deveria ter.

Persistir tem sua importância, dentro de um equilíbrio sutil entre reavaliar e tomar alterações quando necessárias. Até por que persistir numa mesma linha, dura imutável e teimosa já não cabe mais nos nossos tempos.

Fico pensando em onde colocar o foco da persistência?

Tem se revelado importante persistir na intenção, no que nos move, e não no como chegar, ou como nos movemos. Persistir na forma pode se tornar perverso e não saudável, já persistir no sonho pode nos manter vivos em movimento e em posição de confiança.e fé.

Confesso que me considero um ser extremamente teimoso, e tenho volumes gigantes no meu inconsciente que num piscar de dedos me percebo insistindo na forma e não na intenção. Não consigo explicar ainda, mas parece que tento atender uma forma visível aos olhos dos padrões que me cercam. É como se eu tivesse uma teimosia incrível em persistir numa forma que TEM QUE DAR CERTO, e não na possibilidade de PODER DAR CERTO.

Quanto o “tem que” aparece me revela um sinal, um alerta de que algo precisa de correção ou observação. Meu modo operacional é pela insistência, pela teimosia, recrimino em um certo nível punindo a mim mesmo, mas também celebro que esta teimosia surreal já me trouxe coisas positivas também. A maturidade e o tempo me revelaram que existiam outros caminhos, menos teimosos, mas persistentes para alcançar os resultados que eu desejava.

Não desistir, pode ser um sinônimo da persistência. As vezes se afastar pode parecer um desistir, aceitar uma nova forma, da qual não faço parte, pode ser um caminho se o que tiver acontecendo estiver conectado com a intenção principal que desejei.

Muitos pensaram que desisti da Simplify, da Ecoopower ou da Homecoin. Talvez sim eu tenha desistido da forma, mas persisto nas intenções por traz desses projetos, continuo conectado a estas intenções, observando em silêncio novos comportamentos, novos contextos e cenários. Dentro de mim persiste de que é possível, de que o tempo irá me mostrar isso. A forma não ficou saudável e sigo na busca interna de encontrar outras formas. O aprendizado ficou, e isso é um dos resultados de persistir no sonho e não na forma. Olhar pra traz não como um projeto morto, mas sim como um projeto base de aprendizado para outros que irão surgir, faz com que a chama do sonho não se apague, persista, e fique viva em positivo nas boas memórias dos aprendizados e conexões geradas.

Com quantas pessoas novas te conectastes a partir da tua persistência?

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