• Rafael Urquhart

Como convidar as pessoas para contar histórias sobre você?

Um convite é precedido de um campo/espaço de conexão. É preciso preparar o espaço para o convite, convidar e então preparar o espaço mais uma vez para o já convidado. As vezes não sei o que vem antes, o convite ou a preparação do campo para o mesmo, são micro ciclos que se sucedem. Convidar pessoas para contar sobre as histórias que viveram comigo traduz um pouco desse olhar cíclico de campo e convite, afinal convidar pessoas que experimentaram esse campo comigo a compartilhar lembranças e aprendizados sobre ele me remeter a relembrar cada uma da sua importância e proporcionar que se sintam parte.

Sentir-se parte é uma necessidade recorrente humana, essa é a minha percepção. Eu preciso me sentir parte para colaborar. Preciso me sentir parte para fazer. Preciso me sentir parte para me conectar genuinamente.

Como então preparo o campo para que as pessoas se sintam parte do meu aprendizado?

Reconhecimento é algo que vem me mantendo curioso nos últimos 2 anos. Ser grato e demonstrar essa gratidão tem reforçado ainda mais essa curiosidade. A gratidão manifestada na direção do outro é em si uma ação de reconhecimento. Reviver mais uma vez algo que já aconteceu, elevando os pontos importantes através de gratidão sobre o que aconteceu entre 2 ou mais pessoas.

Registrar o reconhecimento é ainda um fator de ampliar a percepção de partes. Talvez por isso seja tão importante nos registros acadêmicos a referência, o reconhecimento. Referências pessoas, referências bibliográficas, referências do Linkedin. Quem te referencia? E você referencia à quem?

Desenhei no último ano um mecanismo de construção de hábito e registro de reconhecimento. Foi pra construção mas ficou estagnado no pré lançamento. Não foi pro ar. Muito por que eu precisava entender onde conectar essa ferramenta e se realmente as pessoas estariam abertas a experimentar, ou eu teria que fazer uma força absurda para que isso acontecesse. Esperei o tempo para entender outros modelos e a mim mesmo, onde essa ferramenta se conectaria.

A pergunta deste texto me traz esse olhar, antes de convidar as pessoas para contar histórias de aprendizado comigo, preciso manifestar e registrar o meu reconhecimento por elas. No último sábado desenhei um novo processo/ferramenta de apoio a transcrição da minha biografia (minha história de aprendizado). Manifestar o reconhecimento as pessoas, prepara o campo no convite a colaboração delas no compartilhar do que aprendemos juntos.

Ainda não sei se essa é uma solução ou verdade. Mas me parece num primeiro olhar a forma mais simples de me reconectar e me manter conectado aqueles que viveram aprendizados incríveis junto comigo.

Para que segmentar a observação da minha jornada em setênios?

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