• Rafael Urquhart

Como conviver com minhas dúvidas?

Sútil, mas recorrente que eu tenha por dois dias iniciado perguntas com o “Como Conviver?” em um momento tão duro e difícil de convivência para todos.

É como se o momento coletivo que estamos passando de alguma forma me afetasse a me questionar ao convívio comigo mesmo, mais tempo para estar comigo e em consequente mais pensamentos acelerados e por que não mais dúvidas.

É a pré-catastrofe da preocupação. Não bloqueei, mas poderia estar bloqueado. Não parei, mas podia estar parado. Não gerei novos movimentos e tampouco me senti ajudando os outros, mas poderia estar o fazendo. São tantos “ser” que as duvidas aumentam exponencialmente como o vírus.

Essa noite custei a dormir, não conseguia frear meus pensamentos e dúvidas. Como fazer? Como falar? Será que é o momento? Agora ou espero? O que pode resultar disso? Melhor não, segundos depois, melhor simmmm. Por que não? Ah mas vai ser mais difícil? Será? Faço ou não faço, eis a questão.

Sobre o que não importa, mas talvez são perguntas frequentes de quem passa por uma dúvida ou momento de escolha de ação. Por não conseguir dormir, parei pra ler, e a leitura em questão falava sobre aceitação. Simplesmente aceite, sem confundir aceitação com acreditar, podemos aceitar mas não ficar presos a crença ou o convencimento, aceitar não significa atribuir a razão, é mais simples.

Posso aceitar que estou com duvida, ao invés de ficar me punindo no meio dela. Posso aceitar que preciso de um tempo para refletir essa duvida e talvez ainda, aceitar que vou permanecer em duvida por mais tempo ou simplesmente agir.

É um mergulho duro em aceitar que tudo tem seu tempo, e que se for pra ser vai ser, independente do cenário, contexto ou as inúmeras possibilidades que envolvem a ação.

Realmente fica mais fácil conviver consigo mesmo quando aceitamos que somos apenas um ser pequeno ou apenas mais um aprendiz. Reduzir-se humildemente a uma parte do todo, contribui para aceitar mais fácil e dar o tempo necessários para que se possa agir sem culpa e principalmente sem dúvida.

Para que a reação?

0 visualização0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

Um verbo. Pronto, até aqui concordamos todos. Este é o limite do meu consicente, do pensar, do entender que consigo conectar com qualquer um que me lê, até o meu eu do futuro. O que é? Para quem? De f