• Rafael Urquhart

Como sair da inércia?

Para sair é preciso entrar…

Quando entrei em inércia? Qual foi o momento exato? Qual foi o limiar que ultrapassou o estado de movimento para o estado de paralisia? Inércia em que contexto? Inércia em relação à que? Parado em relação a que? Qual julgamento está por traz desse sentimento de paralisia? Qual culpa esta me deixando ansioso para querer sair de um estado para outro? A palavra sair quer dizer fugir, soltar, escapar ou explodir? Por quais outras palavras posso buscar sentido em me por em movimento? Ou melhor. Qual a forma mais simples de me perceber em movimento?

Acabo o paragrafo concomitante com o silêncio entre uma música e outra.

Assim como a pausa do silêncio, a pausa da música, ou a simples pausa da observação.

Existe uma fração de tempo eminente a transição de estado a que se refere esta inércia. Que momento é esse?

O que acontece no momento presente, a fagulha substancial para iniciar o movimento de algo?

São muitas perguntas entrelaçadas. Confesso que tenho me julgado bastante pelo meu estado inercial, se é que posso chamar assim. Um estado inercial comparado a mim mesmo, um sentimento de pouca evolução, de reclusa, de paralisia em mim no estado atual. Não que eu não esteja em movimento, ou não esteja à fazer algo. É um perceber de um fazer sem evoluir, um estado confortável paradoxalmente desconfortável.

É um sentir que algo precisa ser feito. Mas sem saber o que é ou quando. É um desconforto como se algum músculo estivesse fora do lugar, mas por mais que eu mude a posição a dor continua. É um esperar que algo se transforme, que algo chega, mas que ansiosamente não chega.

É um querer ser visto, observado, por alguém que possa enxergar esse o que é? O que deve ser feito?

Tudo isso, para perceber que se é impossível sair de uma inércia em qual não se sabe em relação a que.

De fato que meu corpo não está em movimento, não o exercito, será isso? Ou será alguma resposta no vazio? Ou movimento específico? O fato é que para sari de qualquer inércia é imprescindível descobrir qual foi o fator paralisante ou o bloqueio que se sente.

A partir daí, o primeiro movimento, o de arranque por si só basta e a partir daí um movimento contínuo de perceber-se em movimento, uma e outra vez, sem deixar de esquecer o referencial, por mais que no tempo seja fácil de perde-lo. É possível que ao busca-lo, o simples ato de querer sair da inércia leve ao fato de se perceber em perpétuo movimento.

Como pensar a longo prazo?

0 visualização0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

Um verbo. Pronto, até aqui concordamos todos. Este é o limite do meu consicente, do pensar, do entender que consigo conectar com qualquer um que me lê, até o meu eu do futuro. O que é? Para quem? De f