• Rafael Urquhart

De onde vêm a necessidade de padrão?

Atualizado: 21 de fev.

Necessidade por padrão ou busca por padrão?


Fiquei um tempo refletindo sobre que padrão é esse e não faltaram perspectivas diferentes fora do padrão.


Talvez seja mais simples listar alguns campos possíveis sobre essa “necessidade comum”

  • Necessidade de se encaixar no padrão

  • Necessidade de aceitação

  • Necessidade de perfeição

  • Necessidade de reduzir ou eliminar erros

  • Necessidade de controle…

Fico com a última que talvez engloba todas as outras na direção de uma última, “Segurança”.


A perspectiva pela lente de segurança me permite separar alguns níveis de necessidade de padrão com exemplos práticos em 3 campos ligados a segurança.


Segurança a vida. Imagine um avião sem um padrão, imagine um veículo sem um padrão de segurança. Sou ainda uma máquina em uma indústria sem um padrão de proteção. Englobo ainda aqui toda a ciência médica, farmacêutica e tudo que envolve um padrão no cuidado a vida.


Segurança de escala. Imagine vender um produto diferente a cada dia, como no artesanato, o custo aumenta, muito do que hoje temos um custo reduzido não seria possível na inexistência de um padrão. A escala com seus padrões nos trouxe ACESSO a muito mais artefatos do que poderíamos imaginar.


Segurança de recurso. Imagine fazer algo sem limites, sem bordo, sem finitude. As possibilidades seriam tantas que talvez a convergência tivesse demorado, ter um padrão para definir finitude ou limite, nos ajuda a ter orçamentos, planejamentos metas.


Existe padrão pra tudo? Será mesmo ou é o conjunto dos nossos conhecimentos como humanidade, traduzidos em ciência, pesquisa e ações, que nos conduziram a descobrir tantos padrões positivos que nos servem a vida?


Talvez a necessidade de padrão venha mesmo da evolução e me explico.

Tudo parte de uma excitação, um aumento de energia no caos, desde uma ideia à um sonho detalhado. Essa efervescência, ativação e energia se mostra descontrolada, com um campo enorme de possibilidades, INSTÁVEL, INCONTROLÁVEL num primeiro olhar. O padrão nos guia, para ESTABILIZAR, colher a maior positividade possível, até que emerja uma nova ação sobre esse padrão, capaz de iniciar um novo ciclo evolutivo.


Me sinto tem bastante tempo tentado a romper padrões, isso me fascina, é essa energia de disrupção que me move, é como se pra mim, observar, encontrar e documentar o padrão seja um passo necessário para rompe-lo numa nova direção. Talvez o meu papel em todos os projetos e situações que me envolvi tenha sido este, ESTABILIZAR, PROPORCIONAR CONTROLE E PADRÃO, para no momento seguinte rompê-lo, a partir de um conflito positivo, um ponto de tensão, que não me deixa mais aceitar o padrão e me força a evoluir, inovar e criar.


O padrão, para mim, é o desconforto necessário e temporal que me impulsiona a evoluir.


O que me desconforta agora?

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