• Rafael Urquhart

E se a presença fosse um hábito?

E já não é?

E se a PERCEPÇÃO da presença fosse um hábito?

A pergunta inicial me deixou em silêncio, afinal estou presente, estou aqui. Talvez não me esteja percebendo presente, ou a minha atenção poderia ser maior para melhorar meu estado de presença.

Se estou preocupado com o que há de vir e triste com o que já passou, minha cabeça não está aqui no agora, mas meu corpo sim, sempre esta. Me bate forte este sentido de perceber-se presente, lembrar de onde estamos, com quem estamos e para que estamos.

Sim lembrar de para que estamos é importante. E é nesse aspecto que a percepção de presença precisa ser habitual.

Nos desconectamos facilmente, é só nossa cabeça estar cheia de pensamentos e preocupações que num instalar de dedos não estamos mais aqui. Basta se distrair no trânsito e pronto um acidente. Por que não subimos escadas olhando no celular? Por que o tombo é certo. O celular conduz a mente para outros lugares, e isso não é ruim, desde que nos mantenhamos presentes no seu uso.

O habitual pra mim é aquilo que já não me dou conta que está ali, por que o movimento é natural e invisível. Colocar a carteira no bolso direito, pegar as chaves no mesmo lugar, escovar os dentes, e tantos outros hábitos invisíveis como o simples hábito de respirar.

Acho que se o estado de presença ou a percepção dele se tornasse um hábito, ele deixaria de ser percebido, ficaria invisível, o que é um pouco contraditório. Acabo de perceber que a presença talvez não possa se tornar um hábito, ela pode sim ser uma característica ou qualidade adquirida, mas talvez ao se tornar hábito ela por si própria deixaria de existir.

Que tal estar presente agora, com as necessidades de entorno, com o que está acontecendo a minha volta?

É mais simples do que parece, é só respirar um pouco, focar alguns segundos na respiração e já estamos presentes novamente.

O que sentes quando depois de procurar muito alguma coisa percebes que na verdade não precisavas dela?

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