• Rafael Urquhart

E se o simples não fosse o oposto do complexo e sim apenas sua sofisticação?

O que é simples simplesmente é…

Não consegui categorizar o simples, mas consegui perceber que ele tem um pilar enraizado na percepção.

Simples para quem?

A palavra simples facilmente se conecta com outras similares mas que não refletem o seu significado, pelo contrário, tornam mais complexo entender o que é simples.

Alguém SIMPLES, pode ser interpretado como alguém humilde, que vive com poucos recursos, sem extravagâncias tendo pouco para se preocupar, ocupando o seu tempo com coisas e experiências mais do humano.

Algo SIMPLES, pode ser interpretado como algo com poucas funcionalidades, limitado mas importante, talvez imprescindível, pode ser um protótipo, algo com o objetivo de resolver uma única coisa.

Uma solução SIMPLES, pode ser interpretada como uma gambiarra, o jeitinho, o provisório, ou ainda algo sofisticado provindo de outro contexto que resolve o problema com poucos recursos.

Não posso negar que todos estes contextos carregam em si uma simplicidade particular associada ao muito com pouco.

Posso ainda presumir, que algumas coisas são simples por escolha e outras por condição obrigatória de sobrevivência ou contexto.

Escolho focar para o campo das situações que escolhemos a simplicidade.

Ao escolher o simples, ao perceber esta escolha podemos encontrar uma sofisticação.

Alguém que executa algo com simplicidade, só o faz pela sofisticação causada pelo tempo.

Uma organização com uma cultura simples, sólida e que não precisa ser dita, também é reflexo da sofisticação das experiências no tempo.

Paro pra refletir que muito do “UNIVERSO SIMPLES”, provem do resultado do tempo, de múltiplas experiências complexas, múltiplas interações para no fim chegarmos ao “Simples assim”.

Fico olhando internamente em mim, buscando perceber quantidade de movimentos e formas que já não percebo mais o processo, as formas que simplesmente acontecem, simples assim.

Explicar o simples é complexo. Entender o simples é mais complexo ainda.

E do fundo do coração…o simples é simples quando não buscamos o seu entendimento ou multiplicação, mas se torna complexo quando intencionamos multiplicar.

Para quê explicar ou entender o simples?

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