• Rafael Urquhart

Fazer a partir de quê?

Intenção, impulso, sentimento do que deve ser feito independente do resultado.

Tive contato recente com um filósofo de Minas Gerais, Wander Sena. Uma troca inusitada, acabamos nos conhecendo mais de perto em função das suas reflexões aos capítulos do meu livro.

Para quem não sabe, deixei um canal aberto de troca e reflexão em todas as paginas do livro, no cantinho tem um QR-Code que convida a reflexão do que está se lendo, e essa reflexão acaba por ser um contato direto comigo, o qual me comprometi a trocar, interagir e continuar a aprender.

Na primeira troca/reflexão oferecida pelo Wander, ele refletiu sobre “Como pedir o que preciso, na hora em que preciso?”, suas primeiras palavras foram “Estar consciente”, incrível como para mim tudo começa por ai também, estar consciente.

Só que o Wander foi mais além a partir das suas experiencias com Filosofia, Antropologia e Sociologia:

“Quando se tem Consciência do Dever Fazer, não há Como não Fazer o que Deve Ser Feito”.

Essa frase é um presente pra mim, não sei se ela foi escrita pelo Wander na origem, mas ela chegou até mim através dele, escrita por suas mãos e diz muito seguida de uma reflexão dando mais contexto ao pensamento:

“Explica muito: Explica os mártires, explica a criança de nove anos (?) que se colocou à frente de um Cão que ia atacar sua irmã de seis anos – porque sua Consciência determinou que Deveria Fazer. Explica um operário de uma máquina de grande porte que faria a demoliçâo de barracos em uma área ocupada e que, olhando as famílias desabrigadas Não Demoliu. Ameaçado pelo seu chefe de ser demitido, se não realizasse o serviço. Em frente às câmeras da TV deixou a pá carregadeira no ar e foi-se embora, sob comoção e aplausos.”

Fiquei com essa reflexão latente toda a semana em mim.

Minha primeira reação foi o lembrar da trimembração da antroposofia, “Pensar, sentir e agir” (que acessei muito através do querido Eduardo Cheffe). Quando algo precisa ser feito, é como se esses 3 passos da antroposofia estivessem contidos em um só, ir e fazer, agir, é como se o agir do instinto estivesse traduzido nessa frase espetacular, por mais que o espaço tempo de consciência praticamente não exista, ele se dá pelo paradoxo do que deve ser feito, é como se fosse a máxima potência da presença, o fazer se dá ao natural.

Quando olho para pergunta, é como se a intenção carregada em nossa consciência nos empurrasse para a ação. As vezes pensamos muito antes de fazer e acabamos não fazendo, pode ser que não era pra ser feito, que a consciência tenha trabalhado demasiadamente e não tenha encontrado a real intenção.

Quando descobrimos a intenção genuína no sentir, o pensar é extremamente curto a ponto de tornar uma ação quase que imediata, isso se da na sobrevivência, no heroísmo, no medo, no perigo e também naquele gás a mais no fim de uma corrida, na potência de um impulso.

Sim o impulso elétrico traduz isso, e tantos outros impulsos, principalmente os que conectam sentir e agir, através da nossa consciência do pensar.

O que é possível fazer em 1 minutos?

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