• Rafael Urquhart

O que acontece quando falamos do coração a partir da nossas histórias?

É mais simples contar as histórias que vivemos conectadas com o que sentimos.

Certa vez escutando uma palestra do John Croft em Donosti na Espanha, fiquei com uma reflexão guardada na memória:

“Comunique seus sonhos com a voz do seu coração!”

Naquele instante ele convidou algumas pessoas à ficarem de pé, as que quisessem claro, e contassem sobre um sonho. Não lembro das pessoas nem dos sonhos, mas lembro dele utilizando destas falas para notarmos quem estava se comunicando a partir do seu coração e sentíssemos a diferença de conexão com a fala. Era fácil perceber, mas difícil de explicar.

Dia 28 de abril completaram dois anos de escritas, nos três primeiros quartos dessa jornada escrevi todos os dias, mas percebi que os dias que eu estava conectado com minha realidade os textos eram mais potentes. Nos últimos 6 meses mudei o ritmo, escolhi escrever quando eu estava conectado com o meu coração, e assim potencializar as reflexões a partir das minhas histórias.

Engraçado por que neste últimos 6 meses escrevi menos, e falei muito pouco, não palestrei, não facilitei, não anfitriei e confesso que somente hoje consigo perceber os momentos em que efetivamente falei com o coração. No aniversario de 1 ano do Benjamin foi uma explosão, não só falei como vibrei meus olhos nessa energia do coração. Ao lançar o livro entre soluços e lagrimas também falei profundamente do meu coração em um momento que as escritas do meu coração era publicadas ao universo.

Eis que essa semana voltei para os círculos de facilitação e de palestra também, tive a grata oportunidade de facilitar um jogo do herói online, e também palestrei sobre a arte da colaboração online. Em comum nestas duas experiências a potência, preparei ambos os espaços com o melhor do meu repertório, a minha presença. Escolhi um roteiro simples, e segui minha intuição mas principalmente a fala do coração.

Utilizei de muitas histórias em que vibrei e senti pra elucidar conceitos. Mergulhei fundo em meditações, leituras e falas, baseadas em experiências já vividas. Busquei simplificar na minha melhor e verdadeira versão, sem invenções ou sofisticações.

Me senti bem, foi leve, foi verdadeiro, foi genuíno, foi simples e conectou. Sim a mesma conexão que percebi em 2016 com o John pude perceber nas pessoas que compartilharam esse espaço tempo comigo.

O que acontece? É mágico quando conseguimos estar em espaços que somos nós mesmos, contando nossas histórias e falando do coração. Minha humanicidade aflorou e me senti mais perto e mais conectado com os demais.

Como produzir sem ser engolido pelo cansaço?

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