• Rafael Urquhart

O que acontece quando você diz sim ao jogo?

Confiança

Acho que essa palavra solta assim depois desta pergunta pode provocar inúmeras interpretações.

Assisti essa noite o TED “O olhar do SIM – Lições do palhaço e do improviso | Márcio Ballas”. Já tinha experimentado esse olhar do sim ao jogo, no curso de palhaço do Gustavo Pereira. Também experimentei muito esse sim de confiança nos seminários Insights. Mas de verdade fazia tempo que não parava pra pensar sobre que jogos estou jogando.

Que jogos estou jogando?

O jogo de estar empregado, o jogo de ser pai, o jogo família, o jogo estudos, o jogo bancário de recebe e paga boletos, o jogo de usar mascara, o jogo de me cuidar e cuidar dos outros e tantos outros jogos menores que surgem ao longo do dia, como o jogo da preguiça, o jogo do comer demais.

Se interpreto tudo como um jogo, fica mais fácil justificar as brincadeiras, fica mais simples dar sentido as escolhas que tomo em participar. Quando você diz sim a um jogo você se joga ou fica na borda olhando?

Fiquei com essa percepção de que se eu disse sim, não adianta ficar reclamando, ou “joga as deva” (gíria das antigas de quem jogava bolita valendo as bolinhas) ou não joga. O meio termo é confuso, difuso, doido e ruim pra todo mundo. Dá sempre pra não jogar, cada um faz suas escolhas.

Nesse sim ao jogo, surge o improviso, o jeitinho, o contorno. Foco no objetivo que o como aparece logo logo, foco aonde se quer ir no jogo que o caminho emerge pra nos desafiar.

Por fim, trazendo essa luz de que é tudo na real um jogo e que estamos aqui pra nos divertir, que me pega a mensagem final do Marcio Ballas, as crianças, nossos filhos, não demandam de mascaras pequeninas vermelhas no nariz para brincar e serem palhaças, elas já vem de fábrica assim, jogam o tempo todo, rindo se divertindo com o que tem disponível.

Que jogos você joga?

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