• Rafael Urquhart

O que fazer com a dúvida? (3/out)

Ela vem quieta, isolada em si mesma, as vezes num suspiro ou numa recuada. É didicil explicar de verdade de onde vem a dúvida, mas ela chega, invade os pensamentos e fica ali, paralisando tudo, bloqueando, dificultando e ocupando um espaço na mente que antes era positivo, e agora se mantém nesse desequilíbrio equilibrado entre o bom e o ruim, estartando pensamentos a respeito de possibilidades de toda ordem em todos cenários.

Duvida…

Ao escrever, as vezes a duvida vem sobre a próxima palavra, ou na maioria das vezes sobre o sentido das palavras escritas até aqui. É incrível, mas a duvida carrega consigo testes de certeza, como se para tudo precisássemos em algum nível nos sentirmos certos de algo.

É difícil falar de dúvida sem descrever a certeza. Mesmo parecendo opostos me parecem hoje mais complementares, um não existe sem o outro. Só posso ter certeza quando já não tenho duvida? Será? Só estou em duvida quando não tenho certeza?

Fico refletindo se esse paradoxo é realmente um 0 ou 1, sinto que existe um senso de proximidade talvez, quanto mais próximo da certeza mais distante da duvida, mas sem existir um 100%.

Escolho e escolhemos todos os dias, a respeito de tudo. A maioria das escolhas já viraram hábitos repetidos, praticamente carregados de certezas e sem duvidas, dinâmicos, simples, práticos e diretos.

Escovar os dentes, tomar água, tomar um banho são tipos de escolhas, que já fazemos sem duvida alguma todos os dias. Carregados na certeza de que é importante, nos faz bem e ainda assim é necessário.

Mas assim como existem escolhas que nem percebemos mais, outras ocupam nossa mente o dia todo. Muitas ligadas ao próximo passo ou ao desafio presente.

Eis então que a dúvida toma conta, assume o protagonismo e pode paralisar.

Hoje ela veio forte, coloquei em dúvida a escolha de voltar para a engenharia e assumir um posto no modelo CLT novamente. Ao perceber essa duvida começam a surgir uma infinidade de cenários possíveis, a maioria deles trágicos a partir de memórias ruins, alguns positivos ligados a sonhos e expectativas, mas nenhum deles carregado de certeza do que está por vir.

Na duvida, começo a conversar, contar os cenários para um e para outro, colhendo feedbacks e outras percepções alheias a minha. Em algumas trocas a duvida aumenta, mas na maioria dela a duvida diminui.

Não sabia o que fazer com a duvida no inicio do texto, mas me parece nesse momento que o melhor caminho é se cercar de mais perspectivas com o intuito de expandir a percepção e recolher mais sentires e pensares sobre a escolha que se tem em frente.

Como é escolher desprovido de certeza?

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