• Rafael Urquhart

Para que segmentar a observação da minha jornada em setênios?

Para perceber a partir de uma nova perspectiva mais simples.

Para dar sentido a tudo que experienciei e dar visibilidade aos recursos e habilidades que adquiri.

Ainda não comecei, estou procrastinando. Fazem alguns que não escrevo e estacionei o projeto da visibilidade dos meus recursos, história e aprendizados. Não por que eu não queira, mas surgiram outras prioridades e escolhi postergar.

Fico pensando nos setênios, das relações e percepções que tinha de mim mesmo em cada fase. Assim como nesses ultimos dias os objetivos se alteraram mudando o foco, nestes 5 períodos e pouco já vividos também. Os focos eram bem distintos em cada etapa (se é que posso chamar assim). Em cada ciclo percebo um Rafa imbuído de desafios diferentes, em jornadas diferentes, cada uma com sua relevância.

Incrível como apenas perceber superficialmente essas jornadas revelam que foram infinitos pontos de bifurcação, e infinitas possibilidades passadas. Desde ter podido ter feito carreira numa multinacional, ou de ter sido funcionário público, programador, guia turístico, professor, músico e tantas outras possibilidades que se apresentaram e não foram escolhidas.

Toda segmentação facilita a analise, diminui o peso e amplitude do olhar. Não diferente voltar no tempo para resgatar meus aprendizados se simplifica quando reduzo a amplitude da analise. Subdividir em setênios vem da inspiração da antroposofia (da qual conheço muito pouco mas me desperta uma curiosidade enorme). Recordei alguns pontos principais, segmentando em partes ainda menores nossa vida, segundo a antroposofia estes setenios se distribuem nas 3 seguintes fases:

Dos 0 aos 21 anos: fase do desenvolvimento físico. Nosso corpo vai se formando e amadurecendo. É também o período em que formamos nossa personalidade

Dos 21 aos 42 anos: fase das escolhas. Depois de ter vivido as experiências mais básicas, começamos a entrar, de fato, na sociedade e passamos a tomar nossas próprias decisões

Dos 42 em diante: fase da maturidade. Aprendemos com as nossas escolhas e estamos prontos para encarar a vida com mais sabedoria e espiritualidade.

Pelo pouco que observei a ultima fase ainda esta em aberto, já que hoje vivemos mais tempo e com 42 anos ainda não chegamos na metade da vida.

Com meus 37 quase 38, me encontro no sexto setênio, busquei diversas fontes e eles estão descritos de uma forma breve assim:

0 a 7 anos: O ninho – a interação entre o individual (adormecido) e o hereditário

7 a 14 anos: sentido de si, autoridade do outro

14 a 21 anos: puberdade/adolescência – crise de identidade

21 a 28 anos: O “Eu” – a independência e a crise do talento

28 a 35 anos: fase organizacional e crises existenciais

35 a 42 anos: crise de autenticidade

42 a 49 anos: altruísmo x querer manter a fase expansiva

49 a 56 anos: ouvir o mundo

56 a 63 anos: (em adiante) abnegação/sabedoria

A teoria do setênios é parte de um conceito maior chamado antroposofia, idealizado pelo filósofo austríaco Rudolf Steiner como uma forma de ler e interpretar a vida.

Pois bem, com base nesse olhar, resolvi expressar e interpretar minhas histórias até aqui por essa lente, ainda sem expectativas, mas com a certeza de que encontrarei novos aprendizados, novos padrões, e com certeza outras formas de simplificar este olhar.

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