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  • Rafael Urquhart

Quais cargos ou cargas você ocupa?

Sábado fiz essa associação e fiquei me perguntando, quantos cargos já tive, quais as responsabilidades e atribuições de poder estavam atribuídas, quanto de CARGA tinha em cada um. Passaram horas e ainda fiquei com a associação da palavra, quanto maior o cargo maior a carga.

Venho me defrontando frequentemente como termo PAPEL, quais papéis eu tenho assumido. Papéis como numa peça de teatro, uma representação. Olhar para papéis me remete a atividades ou responsabilidades que assumo por um tempo curto mas que não me definem, não falam sobre quem sou, somente o que estou representando.

Como na arte, o papel não define o ator, e muitas vezes pouco tem a ver com o real ser do ator. Por que então definimos as pessoas pelos seus cargos? Por que associamos o que as pessoas são pelos cargos que elas ocupam. Começo neste instante a ver o tamanho da carga que está presente em assumir um cargo, seja ele qual for, é uma representação de definição do que se é, e não do que se faz ou pelo que se é responsável.

O olhar de papéis, já me remete a um roteiro do que é esperado, um olhar de que se sabe o que é necessário e as responsabilidades atribuídas e designadas a quem o representa. Olhar sobre a perspectiva de papeis, me permite ter vários papeis durante um mesmo período, me cai mais fácil assumir que tenho o papel de pai em horas do dia, o papel de amigo, o papel de líder, o papel de entusiasta, o papel de palestrante, consultor ou ainda as vezes o papel de conselheiro.

Me serve o papel de simplificador, por que olhando para papéis não vejo carga nem peso, vejo um olhar mais claro do que se deve fazer, por quanto tempo e quais as responsabilidades atribuídas nesse tempo.

Fico com o olhar e o desejo da possibilidade, de olharmos mais para trabalhos de papeis do que de cargos, num modelo em que possamos 2 pessoas ocupar o mesmo papel, situações que na maioria das vezes não ocorrem quando falamos de cargos.

Como me sinto quando escuto mais do que falo?

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