• Rafael Urquhart

Quais dinâmicas se apresentam positivas?

Ufff…

Respiro fundo mais uma vez, fecho os olhos e tento por alguns segundos mudar a lente para o positivo.

Tenho estado reativo, atordoado pelo número de informações, lives, ofertas e possibilidades. Me sinto com opinião e argumento pra tudo, com certezas, que 2 segundos depois já não são mais certezas. Parece que a certeza vem e vai a cada instante, aqui paro para distinguir medo de preocupação. No primeiro paraliso sem reação, no segundo começo a buscar soluções em cenários que ainda não aconteceram.

Parece maluco, mas a avalanche é tão grande, que não paro pra respirar, nem pra perceber o positivo a volta. Tudo parece sombrio.

Quais dinâmicas se apresentam?

Seguir o fluxo normal, ficar em casa, ligar a TV e esperar.

Tentar entender o que esta acontecendo. (tem sido enlouquecedor) Entender o não intendível.

Perceber as oportunidades. (não tem dado tempo para isso.)

Se colocar disponível. Para quem?

Silenciar, perceber, deixar o tempo passar e falar ou fazer somente o necessário.

Acho que eu poderia continuar esta lista, ou abrir mais cada dinâmica percebida, trago o olhar que são dinâmicas que percebo no AGORA, não percebi ontem, e talvez não perceba daqui a pouco.

Independente da melhor ou pior, preciso escolher a que me faz bem, a POSITIVA para mim primeiro, a que cuida de mim. Sim, egoísmo a parte, não da pra escolher o melhor para todos sem antes avaliar se é bom para mim também. Se for positiva só pra mim e ruim pro meu entorno, no meu juízo de valor ela deixa automaticamente de ser positiva para mim, afinal gerar o mau para o outro reflete em mim.

Sem me perder, parece que olhar para o positivo, é olhar para o equilíbrio. Bom o suficiente para mim e para o meu entorno sem descuidar de mim. A regra do bom senso parece uma dinâmica positiva de ser praticada nesse momento. Acho que perdemos um pouco dela em meio a discussões. Muitas medidas são outorgadas, falando em menor escala, fechasse tudo, para o condomínio, a rua, o julgamento ao outro é imediato, e o diálogo esquecido.

É fácil no meio do paragrafo voltar ao negativo da situação, são deslises inconscientes meus na busca do positivo, mas entendendo que a perspectiva negativa vai estar sempre ali antagonizando, confrontando e convidando pro jogo.

Sigo reflexivo a pergunta, mas preso em uma sub-questão, positivo para quem?

Se percebo, só posso analisar a positividade da minha perspectiva, para ampliar essa percepção preciso estar com outros, conversas com outros, validar com outros. E isso é difícil nesse momento, o conflito em segundos vira um embate. Não percebo uma utilização do conflito para gerarmos melhora. Parece que se conflito estou brigando, enquanto estou apenas divergindo pra pensar em outro caminho.

A teimosia aparece volta e meia, mas me perguntar o “Para quem?” torna mais simples resolver a minha volta e não o mundo todo, encontrar outros caminhos, mostrar para quem ta perto o que eu vejo, independente de certo e errado. Eu enxergo como positivo na minha perspectiva, que outras existem? Vamos conversar?

E assim por fim, neste instante, talvez a dinâmica mais positiva seja a de conversar, divergir, somar as perspectivas e aprender com todo o novo que se apresenta. Sigo aprendendo.

Como não se deixar levar?

0 visualização0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

Um verbo. Pronto, até aqui concordamos todos. Este é o limite do meu consicente, do pensar, do entender que consigo conectar com qualquer um que me lê, até o meu eu do futuro. O que é? Para quem? De f