• Rafael Urquhart

Quais os parâmetros das tuas escolhas?

Diversos, únicos e conectados com o que é importante no presente.

Essa ultima frase parece profunda, imponente ou ideológica, mas não consegue revelar os parâmetros das minhas escolhas. Esse seria a idealização traduzida em lindas palavras que não fazem nada. Acabo de escolher me julgar, sem perceber e sem contexto.

Quais, poderia citar inúmeros, mas só consigo fazer isso das escolhas conscientes que percebi que fiz, certamente as inconscientes e mecânicas eu não tenho a menor idéia do contexto. É incrível que olhar para os parâmetros reforça a minha autoanálise de voltar no tempo e revistar minhas escolhas recentes. Algumas delas foi nítido o parâmetro do instinto, outras um lado meu dizia para escolher a velocidade, outro a paciência.

Em comum mesmo nas decisões difíceis, percebo que um parâmetro interessante é qual das escolhas cuida mais de mim? Quais das opções pode causar menos dor aos outros? Qual se apresenta mais simples? Qual se apresenta mais complexa? Que implicações imediatas esta escolha pode ter?

Escolhi me mudar recentemente, de uma forma bem rápida. Encontrei um lugar que me chamou a atenção, ao analisar os custos percebi que gastaria um pouco mais, consegui justificar isso analisando que isso poderia me trazer outros benefícios ou ganhos que contrapunham o investimento pequeno mas maior. Fiz analises dos hábitos que iam mudar, do que eu perderia no imóvel antigo versus o que eu ganharia na nova morada. Analisei ainda todo o esforço investido na transição, seja em tempo, resolução de problemas. Por fim e mais importante tentei sentir como eu me sentiria a partir dessa mudança concretizada, e como minha família se sentiria ao estar comigo. Arrisquei, mesmo sabendo que era pouco provável que a empresa que estou aceitaria estabelecer uma contrapartida. Ainda assim fiz o pedido afinal o não já era meu. Sem ter a resposta definitiva tomei a frente e escolhi. Dei o passo no escuro. Vou me mudar.

Leio um paragrafo repleto de parâmetros, custos, receitas, dores, medos, perdas, ganhos, alegrias, sentimentos, reflexos, desencadeamentos e liberdade.

Sim liberdade, por que mesmo que tudo apontasse o contrario, a liberdade de sentir e escolher ainda existiria seja qual fosse o parâmetro, e se eu sentisse em algum lugar no meu corpo que a energia que pulsaria neste lugar seria diferente, talvez ainda assim contra tudo e todos eu ainda poderia escolher a mudança.

No final, o parametro mais importante provem da intuição, dos sentidos. São eles que fazem o movimento acontecer. Depois de escolhido não há volta nem arrependimentos, somente novas possibilidades e caminhos para novas decisões.

Como a completude me faz vibrar?

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