• Rafael Urquhart

Qual a importância do dividir/distribuir para poder carregar?

Quero utilizar primeiro de uma situação ou metáfora que descreve um contexto específico a respeito da pergunta

Já me mudei algumas vezes e na grande maioria delas carreguei muita coisa com meu carro, não uma, não duas mas em todas as vezes a pergunta acima fez total sentido.

Quando olhava para as caixas, malas, grandes blocos com um grande volume de coisas dentro e ao mesmo tempo olhava para o carro a sensação era como olhar para um bloco grande carnaval ou um time de futebol e fazer caber em fusca. A primeira impressão era inimaginável caber tudo aquilo, aos poucos fui desenvolvendo um olhar de dividir, distribuir e ocupar bem o recurso espaço.

Esse final de semana não foi diferente, eram caixas e caixas de coisas, quando comecei a dividir o que estava dentro, ocupando detalhadamente cada espacinho do porta malas a sensação era ótima, é como se o impossível se tornasse possível, através de uma forma diferente da forma padrão inicial.

Transbordo agora a reflexão para os desafios, projetos e atividades do dia a dia. Diversas vezes ao longo do dia olho para algo que tenho/escolho fazer e o seu tamanho assusta, é aquela sensação de não saber por onde começar (igual a das caixas no carro). Não é difícil perceber a paralisia gerada e o tempo gasto em olhar para aquela grande tarefa buscando encontrar o fio inicial, o desatar do primeiro nó para resolver o problema, situação ou tarefa.

Por conta dos mecanismos de controle setados em mim, o primeiro disparo de reação é o de condensar, atribuir um responsável por tudo, centralizar, organizar a estrutura e depois das tarefas sistemicamente detalhadas e seguras partir para a ação. Ainda respondo assim de forma primaria, e aos poucos isso vai se transformando.

Com o tempo observando a colaboração, assim como o contato com diversas ferramentas de clusterização, distribuição e métodos ágeis fui aprendendo que é mais simples distribuir do que centralizar. Que o fazer primeiro movimenta o todo, que mesmo que seja um fazer pequeno, de uma pequena ação ou protótipo que permite dar o primeiro movimento e chamar outros. Fazer sozinho é muito mais fácil de controlar, mas também bem mais pesado para carregar.

Distribuir, chamar as pessoas certas, encontrar a leveza de cada atividade adaptada a naturalidade de cada um que apoio facilita a ação, desmembrar cada pequena parte ajustado ao seu espaço especifico ou ao seu executor mais habilidoso pode não só gastar menos recursos, economizar tempo, como também causar risos ao olhar para a execução pronta e suspirar dizendo, “não é que deu”, “parecia impossível”, “coube tudinho”, fizemos lindamente num prazo inimaginável.

Sobre a importância? Acredito que perceber que sempre existe uma forma diferente para resolver um mesmo problema, pode nos tirar da posição resoluta de teimosia, fazendo sairmos de fato da caixa. Afinal se até mesmo na matemática a resolução de um problema encontra infinitos caminhos, por que não? No nosso dia a dia optarmos por simplificar as coisas distribuindo e desapegando do controle para que tudo encontre o seu lugar.

Como lidar com o desconforto?

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