• Rafael Urquhart

Qual o impacto do contar de histórias em meio a objetividade?

Histórias por si só conectam, trabalham minha imaginação ao ponto de criar cenários, possibilidades e por que não expectativas. Elas começam cedo, passam pelo tempo, viram matéria de estudo na escola, são motivos de calmaria entre netos e avós até que fazem parte de nós mesmos nas histórias internas que repetimos em nossas cabeças.

Mas é preciso objetivar! Precisamos agir! Encurta a história por favor!

Pois é, existe um pouco de verdade, lorota demais distância, história longa é pra dormir.

Quais histórias estamos contando?

Nos últimos dias tenho ressignificado esse descrever ou historiar as coisas que se sucedem. Uma decisão tem uma história em si, uma ação também, um erro mais ainda e por melhor contadas que sejam, elas vão vir a partir de uma única perspectiva, tomada dos seus encantamentos deixando aberto para que outras perspectivas, notavelmente existentes e verdadeiras, tomem novos encantamentos e olhares.

Os livros são os responsáveis pela grande maioria destas histórias, os filmes também, mas é incontável as que estão escondidas em nossa memória, em nossa biografia, em nossa malha relacional tecida ao longo da vida.

Qual o impacto então?

Não é preciso mais que um minuto para contar uma boa história a respeito de algo objetivo. É como narrar a troca de passes que precede um gol. Ou os poucos segundos até tomar a decisão de dançar. Em ambos existe uma coleção de imagens contadas através de versos que encantam.

Colheitar, sintetizar, resumir ou simplesmente transcrever, faz com que o presente vire uma história, e assim, quem sabe da objetividade de documentar brote o impacto de inspirar.

Quem nunca escutou uma história e pensou…”quero viver isso”.

Quem nunca escutou um convite a partir de uma história e respondeu…”então vamos”.

Quem nunca arregalou os olhos e falou…”isso já aconteceu comigo também” ou “já me senti assim”

O que me vem é que a objetividade é resultado da presença, no presente ela é percebida. No meio de tanta objetividade por todos os cantos, acredito que elas estão soltas, perdidas por ai, cada uma na memória do seu vivente dono. São as histórias que conectam esses pontos, como se elas fossem os fios de um grande tecido que faz com que o objetivo dance o subjetivo na infinita criatividade do pensamento e da imaginação ao ponto de nos apaixonarmos e nos movermos à objetivar novamente.

E se o objetivo não fosse acumular, como seria?

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