• Rafael Urquhart

Qual o padrão no contexto de deixar a liberdade fluir através de infinitas percepções?

60 dias da liberdade de não escrever…

Acho que nos últimos 4 anos não fiquei tanto tempo assim inerte. Não por que eu tivesse buscando um padrão no contexto, nem tampouco por que eu estivesse atento as infinitas percepções, ambas as direções não tomaram minha atenção, tempo ou energia, mas sim a liberdade de fluir, me deixei levar.

Parece pouco, mas nestes 60 dias também “vendi pouco” o meu tempo, ou seja, aos olhos de muitos não trabalhei, nem escrevi, nem resolvi problemas (sempre tem algum pendente), mas não propus nada novo.

Ahhh, essa é só a minha percepção, somada a uma pitadinha de preocupação com a percepção dos demais.

Talvez para alguém eu tenha trabalhado, para outros eu tenha ajudado, para alguém incomum que acessou algo antigo escrito por mim eu tenha colaborado silenciosamente de alguma forma, confesso que me dói o meu lado humano de não poder captar as infinitas percepções.

Deixar a liberdade fluir, esse era o contexto da pergunta na busca de um padrão.

Já ouvi algumas vezes que a liberdade exige responsabilidade. A liberdade não é colorida, também tem seu lado fosco ou preto e branco. Nesse 2 meses de palavras silenciosas, descansei, me reconectei, experimentei, me deprimi, me preocupei, perdi a razão, zerei listas e com todo peso que a liberdade traz, não consegui me sentir livre, nem relaxar por completo, exceto nos momentos que um pouco de álcool colaborou ou nos extraordinários momentos de rizadas infinitas com meu filho.

Padrões?

Acho que não tem, aqui não. Padrão para quê? Padrão na liberdade de fluir? Fluir já é caótico o suficiente pra não ter padrão algum. É tempo presente, é o agora, na fração de pensamento que me vem na cabeça neste instante desassociado por completo do que escrevi nos 2 parágrafos anteriores. Talvez o não padrão seja o padrão, bela parabola.

Se sentir livre, sem julgamentos, sem preocupações, vivendo o agora, fluído imerso nas infinitas percepções possíveis e todas as sincronicidade não percebidas. Quem não quer? Mas quem aguenta?

Ahh, claro, quase me esqueci, nesse jogo maluco de se jogar, de se experimentar simplesmente não escrever e não se preocupar com isso, de ficar procurando problema onde não tem, ou ainda nessa de ok só vivo o agora, por algum motivo ou inquietação voltei a sonhar.

E não é um “sonhozinho” qualquer não, é um senhor sonho. Com tantas percepções possíveis, que qualquer um diria que é impossível ao consultar meu extrato bancário, mas se a liberdade de fluir me permite sonhar, por que não? E dos meus sonhos que emerge o novo? E claro dos conflitos que experimento como tempero.

Talvez para você que leu o que escrevi até aqui, nada em absoluto tenha feito o menor sentido. Talvez ainda, em cada paragrafo exista uma perspectiva distinta conectado a algo que conecta com você. Ou talvez não, talvez o não padrão em um texto que almejava buscar o padrão, te permita escolher somente um dos parágrafos e se perguntar…

De onde vêm a necessidade de padrão?

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