top of page
  • Rafael Urquhart

Qual o tempo que damos para respirar inquietações?

Me deparei com esse pensamento ontem quando voltei a ler o capítulo das “8 respirações” da comunidade Art of Hosting. Incrível como minhas percepções mudam a cada nova respirada ao anfitriar alguém que carrega um chamado.

Ao conversar com este amigo, percebi o quão relevante é cuidarmos desse respirar. A respiração neste contexto é utilizada como metáfora e também prática, para sinalizar o diafragma da divergência a convergência. É como se a cada respirada eu expandisse meu peito, assim como o campo de possibilidades, segurasse o desconforto ao máximo até chegar ao resmungo, sentir o que emergiu e expirar, soltando o diagrama e convergindo para um novo ciclo.

Talvez muitos não conheçam este modelo, base para processos criativos.

Este respirar inquietações me conectou as percepções diárias, muitas vezes sinto um chamado forte para fazer algo, como se me puxasse para dentro. Uma vontade de me aproximar e colocar a mão na massa. Na maioria das vezes me atiro, muito sem refletir e saio fazendo. Em outras oportunidades paraliso analisando a situação, e estico demais o medo desse fazer que acaba por me impedir ou bloquear.

Em ambos os cenários, quando atuo rápido de mais, ou não atuo. Sinto que é como se eu não respirasse, um sufocar, uma respiração encima da outra no modelo de ação imediata, e uma falta de ar absurda por não conseguir expirar nada, sufocando lentamente em paralisia.

Penso profundamente no tempo que destino a essas observações. Ao amigo que recorreu a mim com um chamado potente, pedi/orientei que respirasse mais um pouco, fosse mais fundo na investigação da real motivação/intenção por traz deste desconforto, dessa vontade de conversar.

Para mim, ficou um alerta, de o quanto é possível dar mais tempo, sem perder o equilíbrio, olhando para os desafios com a amplitude necessária de respirar as possibilidades indo na direção objetiva de expirar ações, decisões e novos saberes.

Por fim, talvez o tempo necessário seja variável, mas o suficiente para que uma inquietação se transforme num novo aprendizado, ou em uma nova pergunta que me possibilite continuar evoluindo e prosperando.

Como perceber os tempos de resmungos?

0 visualização0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

Uma premissa básica talvez? Uma constatação quem sabe? Triste ou feliz, tenso ou relaxado, rico ou pobre, bem ou mal, sei la quantos outros paradoxos extremados binários em que por padrão comum carreg

Um verbo. Pronto, até aqui concordamos todos. Este é o limite do meu consicente, do pensar, do entender que consigo conectar com qualquer um que me lê, até o meu eu do futuro. O que é? Para quem? De f

Post: Blog2_Post
bottom of page