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  • Rafael Urquhart

Quando o fazer se sobrepõe ao planejar?

Devia ter planejado mais? Estou tendo que refazer muitas vezes…parece que não anda. Me sinto sozinho.

Sou reconhecido por fazer grandes planejamentos, complexos, detalhados com muita informação. Com o tempo fui percebendo que quem está no fazer muitas vezes não tem tempo de observar essas informações. Por um tempo mudei o viés, comecei a participar mais as pessoas do fazer, quem vai executar o projeto as discussões e leituras do planejamento. Melhorou, mas ainda assim depois o planejamento, o plano fica deixado de lado, afinal muita coisa muda, e a cada 15 dias o cenário era outro.

Não invalidei a necessidade de se planejar, é necessário um conhecimento mínimo antes de fazer, mas com mais profundidade percebi que o ingrediente fundamental entre o planejamento e a execução é o engajamento resultado da transparência e escuta.

Como assim?

O melhor planejamento do mundo, o mais caro, é sempre vencido pela equipe que conversa mais, divide mais as tarefas e se envolve ao ponto de assumir o projeto pra si.

Mais precioso que longas horas de estudo, são longas horas de conversa, das conversas coletivas com colheita, com detalhe.

Vivi alguns art of hostings e penso, que se antes de qualquer projeto houvesse uma imersão de 3 ou 4 dias com toda equipe que o colocará em prática, com certeza esse projeto terá um arranque mais efetivo e melhores resultados.

Mas só conversa Rafa?

Não resumiria a conversa, mas abasteceria de diálogo, abertura e escuta. Dar espaço para que todos falem e tragam suas percepções, somar todos os recursos do conhecimento da equipe ao ponto de que os olhares nos olhos uns dos outros já definam o que se vai fazer e o que se pensa.

Não é mais fácil, talvez não consuma menos tempos, afinal é necessário envolver todos. Um investimento em relações, em conexão que resulta em engajamento e poupa muitas dores de cabeça futuras.

Isso pode ser num grande projeto, ou num pequeno projeto, não importa. Para que todos se sintam parte, eles devem realmente ser parte, serem os principais interessados, não só os responsáveis, os resultados desse projeto tem que demonstrar possibilidades de novos aprendizados e benefícios aos participantes.

Se o projeto estarta assim, é natural que o FAZER vai se sobrepor ao planejar, vamos estar abertos ao erro, experimentando a partir do que conversamos, certos de que estamos todos dando o nosso melhor possível, seja errando ou acertando, talvez assim abertos aprendamos novas formas de fazer, deixando emergir o que tiver que emergir saindo do controle do já conhecido, do planejado.

Como cuidar das nossas memórias?

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