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  • Rafael Urquhart

Quanto tempo o tempo tem na relação consigo mesmo?

A vida, ó a vida e o seu tempo.


Se a perspectiva é sobre toda a relação essa seria a resposta, ainda que imprecisa, sem medida.


Mas quantas relações consigo mesmo cabem numa vida?


Uma relação de arrependimento, de culpa ou ressentimento.


Uma relação de descoberta, de aventura ou de contemplação.


Uma relação de aprendizado, de ensino ou de cuidado.


Quanto tempo cabe em cada relação consigo mesmo?


Dar-se o tempo, como seria se eu conseguisse comigo mesmo criar a paciência que observo na direção do outro?


Se tempo é o tempo, ele tem inicio, meio e fim.


Há quem diga que alguns tempos são eternos enquanto durem, mas acabam.


Nesse instante, acabo de virar café no peito, com um copo não muito prático QUE ESCOLHI para tomar um café, sujei a roupa limpa nas primeiras horas do dia, e mesmo em crítica e culpa direcionada a mim mesmo, nessa fração de tempo desperta uma micro-relação comigo, que se inicia com o café quente no peito, o olhar para baixo, a raiva do copo, mas a certeza do que já se sabia. Nessa relação, lavo as mãos, troco a camisa, troco o copo, rapidamente dou fim nessa relação OU, passo uma parte maior do dia com a camiseta suja, insisto em ressignificar o copo e solto essa relação por mais tempo pra ver o que ela me traz.


Interessante que nesse texto experimento outro tempo de relação comigo sobre o refletir. Antes da pergunta e iniciar com as palavras me perguntei, escrevo hoje ou não? Estou bem pra refletir?


Quanto tempo reprimindo reflexões em texto por talvez não encerrar uma relação comigo mesmo de não me sentir bem.


É, o tempo é mesmo relativo e essa é a vida, em todo instante, acontecimento ou simples escolha de um copo ou de uma troca de camiseta.


Na complexidade da relatividade ou relação do tempo consigo mesmo, fica a simplicidade de sempre existir a escolha de começar, continuar ou cessar.


Por quanto tempo continuar?

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