• Rafael Urquhart

Que lentes estamos utilizando quando criticamos alguém?

Imagino que sejam lentes de expectativas frustradas, lentes de expectador surpreendido.

Tenho a critica presente no meu dia a dia, e ela é expontânea, natural, emerge no momento, no tempo presente. Penso, sinto e tento refletir o como e “Para quê” ela se manifesta, de onde ela vem para entender que lente é essa. Por ser um habito é como se ela fizesse parte de mim, minto para mim mesmo que ela é parte de mim algumas vezes. Mas algo muito carinhoso do meu eu diz que não, que a critica não faz parte de mim, é só um habito que construi e posso reconstruí-lo com outro significado.

É como se eu tivesse um pote lindo, brilhante sendo preenchido aos poucos com coisas lindas, até que surge a critica, na maioria das vezes podendo ser interpretada como um líquido escuro que preenche o restante dos espaços do pote, e só ela, a critica, fica visível.

Se deixo ela aflorar, é como se eu pudesse matar tudo de belo que foi construído minutos antes. Sempre tenho a opção de segurar, respirar, trocar a lente, e sentir o que estou aprendendo ao criticar o momento ou situação. Esse segurar é dificil e complexo, mas como todo novo habito exige esforço para ser construído, creio que o de ressignificar a critica não seja diferente.

Segura-la por alguns segundos, transforma-la em elogio, pode não somente mudar a lente, como iluminar novas relações.

Dar luz a outros olhares ao belo do meu entorno.

Quantos segundos preciso para ressignificar algo que esta presente em mim?

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