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  • Foto do escritorRafael Urquhart

Você gostaria que eu te convidasse para quê?

Deixei passar um tempo para poder sair de qualquer contexto que abrigasse essa pergunta e olhar para ela de outro lugar, sem medo, sem expectativa, sem necessidades específicas.


Confesso que olho agora e fico pensando no uso ou possibilidades de contextos dessa pergunta. Listo alguns possíveis:

  • Um casal se conhecendo ou se reconhecendo;

  • Uma provocação para uma criança;

  • Um papo com colegas de trabalho;

  • Alguém que você não vê há muito tempo e faz parte da tua história;

  • Alguém que te inspira;

  • Alguém que você inspira;

  • Para você mesmo.

Alguns contextos com algo comum, misturando necessidade, troca, reflexão e encontro.


Encontrar-se no contexto individual, se encontrar com alguém no contexto com o outro.

Quantas possibilidades nesse encontro, como:

  • Ir a algum lugar;

  • Fazer algo juntos;

  • Apenas conversar;

  • Contar ou lembrar uma história;

  • Criar algo a partir da nossa conexão.

Fico com essa última e, por algum motivo, me reconectei com o Poker de Recursos, um jogo que aprendi na Espanha com o professor Mario Lopez Muños, para nos encontrarmos, jogarmos e brincarmos com nossas habilidades e recursos na construção de algo para alguém.


Brincar com o inesperado, com o imprevisto, talvez com o impensado. Navegar nesse campo de possibilidades do encontro.


Convidar para algo, na direção de, com a tarefa ou objetivo.


Um convite para contemplar, para se conectar com o nosso essencial e ver o que emerge quando estamos atentos àquilo de melhor que habita no encontro com o outro.


Ainda assim, olho para a pergunta realizada na direção de alguém e fico pensando na delegação de responsabilidade. Estou passando a responsabilidade para alguém, na busca de colher informações para fazer o meu melhor convite. De fato, a pergunta inverte a lógica. Meu pai sempre disse que quem quer convidar não pergunta se quer, simplesmente diz "vamos".


Eu gostaria de me convidar para estar mais leve, mais conectado. Às vezes, faço esse convite a mim mesmo através de experiências criadas por outros.


Eu poderia me convidar todos os dias a viver nessa frequência, mas terceirizo o convite e não vejo o dia passar atendendo a outros convites e esquecendo do convite comigo mesmo.


Estar bem comigo é, em si, um bom convite. Quando ele está atendido, fica mais simples estar com o outro, seja no convite que for.


Vou ficar mais tempo com essa pergunta, talvez no exercício de me convidar a mim mesmo (que louco) para energias que me abastecem.


Qual o poder de uma pergunta num contexto?


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