• Rafael Urquhart

Como tem se reconhecido ultimamente?

Como tenho?


Faço aquela pausa tradicional pra criar um lapso de tempo entre o passado e o presente. Já que a pergunta me remete a olhar pra traz, com pequenos toques de repetição e frequência.


Minha pratica em auto reconhecimento, vai e volta em formas distintas misturadas com tempos longos entre grandes reconhecimentos ou ainda em tempos curtos, frações de auto-valorização no presente.


Curioso que as palavras que começam com "auto", auto isso, auto aquilo são misturas em que o cliente é o próprio fornecedor, sou eu fornecendo algo a mim mesmo.


Nesse contexto de cliente de mim mesmo, e re-conhecedor daquilo que faço ou penso. Busco em mim pequenas frações de coerência durante o dia, pequenas (não no objetivo de reduzír-las) partes que juntas reforçam minha autovalorização ao longo do dia.


Busco reconhecer minha coerência quanto a hora de levantar da cama, ou de escolher fazer algo em prol de outra coisa, mas principalmente os pequenos momentos que cuido de mim, naqueles lapsos de tempo em que pauso o que estou pensando e foco em simplesmente estar comigo mesmo.


Talvez na combinação de estar comigo e ao mesmo tempo focado em analisar o que de melhor pude entregar no agora, me tragam uma calma despreocupada de que "está tudo bem", e de que estou fazendo o melhor que posso no agora, com o tempo disponível, fazendo de todo o possível para não me preocupar com o futura ou me culpar pelo passado.


A pergunta como busca forma, não sei se esta é a forma especifica, mas estar mais presente comigo tem sido "a forma", escolher e dar peso para o meu melhor no agora é uma ação quase que desnecessária do reconhecimento em si, é como se o fazer ja fosse reconhecido por si só, sem depender de tempo posterior ou ato especifico para valorizar-lo.


Não sei se me fiz entender, e isso é ótimo, a necessidade de reconhecimento social é latente a todo momento, nos reconhecemos e valorizamos para manter a régua alta de demanda de resposta de quem nos cerca, não foram poucas as vezes que escrevi sobre reconhecimento e que o ato de reconhecer esta fora no outro, que talvez o auto-reconhecimento seja uma perda de tempo quando dirigido a si mesmo, ou uma necessidade difusa de alguém que não estava presente enquanto se é.


Talvez essa seja a reflexão positiva. Manter-se neutro, consciente de si, sendo no agora a melhor versão possível com aquilo que se apresenta é de falto um mecanismo que abdica do reconhecimento...


Permite que o que surja seja o que precisa surgir e só, mantendo a presença constante no "ultimamente".


Fazer o que precisa ser feito, como confiar no tempo e deixar rolar?





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