• Rafael Urquhart

Concertar sistemas? Ou criar novos que tornem obsoleto o anterior?

Concertar ou corrigir? Criar? Será que criar não é dar continuidade a algo que já está posto?


Fico olhando para o significado da ação "concertar sistemas", como se eles estivessem com defeito. Parece que é uma ação que nasce de uma observação negativa. Será que esse sistema funcionava bem? O que houve?


Mesmo que seja um sistema completamente autônomo, algo mudou no contexto para que ele deixasse de funcionar.


Uma mudança interna...

Essa mudança de contexto pode ter sido a saída de alguém que detinha um certo conhecimento provando que não se tinha um sistema, mas sim uma ferramenta que servia alguém. Com a saída desse indivíduo com habilidades específicas, o sistema parou, ou deixou de fazer sentido.


Uma mudança externa...

Mudaram as coisas, o objetivo mudou, a estratégia mudou, e o sistema era rígido demais para ser atualizado era bom e seria importante voltarmos a tê-lo.


Olho para esses dois pontos e me cabe apenas o olhar de me perguntar o quão rígido e controlador era esse sistema? Quais as premissas e requisitos quando ele foi criado a primeira vez? Quais eram as ferramentas disponíveis? Como torná-lo flexível e adaptável as pessoas (independente de quem)? Como torná-lo atualizável, evolutível?


Talvez com um olhar sobre as perguntas anteriores eu me permita apontar, se o custo financeiro/humano será maior ou menor, na opção de concertar ou começar outra vez.


Se eu me permitir olhar para uma empresa, que pode ser considerada um sistema que se utiliza de recursos para gerar valor, posso talvez ousar fazer a mesma análise. Começar do zero ou concertar o que esta posto?


A tendência obvia é a de TENTAR, concertar? Com todas as dificuldades dos vieses existentes nas pessoas e nos requisitos desse sistema.


Uma empresa, sistema, operação ou projeto, é pra mim, uma base entre pessoas, processos e tecnologia. Seja qual for a tecnologia, social ou digital, o que fica no centro, é como esse sistema se integra a pessoas e processos para gerar valor.


Por fim, toda obsolescência serve a algo. Seja por inspiração, seja por história. Se tornar obsoleto não é ruim, é apenas uma constatação de que escolhemos continuar evoluindo.


Como me encaixo em um cenário diferente?

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