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  • Foto do escritorRafael Urquhart

Quais conversas precisam ter no lugar onde estamos?

O essencial...que cuide de nós.


Comecei 3 vezes a refletir, que cuide de mim, que cuide do outro e me perguntei, como seria se não houvesse a primeira pessoa do singular ou do plural, como seria nosso vocabulário e nosso pensar se só existisse a perspectiva do nós.


Não quero aqui matar a individualidade e a capacidade de percepção do individuo, mas como seria reabastecida nossa arrogância se só nos fosse permitido pensar pelo todo e para o todo.


Como seria se a natureza fosse nós? Se a empresa fosse nós? Se a propriedade fosse nossa? Se o resultado fosse nosso e principalmente se a responsabilidade fosse nossa?


Termino com a reflexão da responsabilidade, quem é o responsável, quando terceirizamos a responsabilidade a outro desabastecemos nossa própria capacidade de resolver e assumir o nosso papel no agora.


Toda vez que volto de um art of hosting me pergunto... Quais conversas não estou propondo ou convidando? Quando é o próximo? Que lugar mágico esse que me permite ser quem eu sou? Como continuar sendo nos outros ambientes que circulo no meu dia a dia?


Pois é, fica nitido que já está, que é nosso. Se pessoas que nunca se viram antes, se encontram, e em 4 dias conversam sobre tudo de mais profundo sobre suas vidas e conectam histórias na construção de novas soluções, por que nos é tão difícil tecer outras histórias nos nossos ambientes de prática laboral. E que bom chamar o lugar de trabalho também de um lugar de prática. Me desconforta trabalhar para alguém, quando na verdade no fundo no fundo trabalho para algo.


Volto ao paradigma que governa minhas ações, "trabalhar com" ao invés de ". trabalhar para". Me entristece as conversas dos bastidores que não posso levar diante do palco para todos, os segredos, cuidados, melindres e hábitos ditos cuidadosos mas que não cuidam de ninguém.


Sobre quais conversas necessárias, me sinto provocado a provocar conversas sobre o essencial ser quem se é, de contemplar o copo cheio do que já esta, de permitir enxergar no outro a si mesmo, e no paradoxo do trabalhar com deixar emergir o que tiver que emergir a partir da NOSSA PERSPECTIVA COLETIVA.


E se eu fosse eu?

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