A pergunta me bate forte no ultimo dia do mês destinado a reflexão do suicídio. Em um mês que o pensamento ruim de descartar a mim mesmo me visitou mais uma vez, a segunda vez neste ano, e a terceira vez nesta vida. Não da pra nos descartarmos, é inconcebível.

Não ver alternativas é uma alternativa. Isso faz com que eu mude a forma de olhar, a forma de me conectar, e descubra novas formas de fazer, para somente ai ter novas alternativas. OI? Sim, no atoleiro, a sensação é de que não tem o que fazer, mas um arrastar pra li, outro pra cá, um apoio diferente, um movimento ao contrario e de repente uma saída se apresenta. 

O céu está lá, tornando até mesmo o planeta pequeno em sua escala. Assim me fica fácil entender as escalabilidades da vida, tornamos o grande pequeno, e por que não o pequeno em grande. Parece que os problemas ficam imensos e a soluções pequeninas. Por que não inverter este jogo e dar escala aquilo que nos faz bem?

O pavor bate a porta quando me coloco no limite da desistência, e isso só acontece por que não dediquei tempo a sonhar, por que deixei de confiar em mim, por que não fiz movimentos positivos. Se começo a me explicar com por quês é por que realmente a coisa ficou séria. Para quê? Qual o caminho.

Tive a oportunidade de escutar outras histórias, da Laboriosa e da Liberdade. Ambos os movimentos surgiram de uma necessidade coletiva, e viveram no seu tempo pelo tempo possível. A Simplify nasce de uma percepção individual de uma necessidade coletiva, e aos poucos vai integrando tudo que chega, somando, e se tornando cada vez mais diversa, integrada e abundante em possibilidades.

O que isso quer dizer, que sou apaixonado pela historia, mas construo meu futuro a partir do meu presente, sem ficar prezo aos padrões e tradições do passado. Já não me apego mais, pelo simples fato de estar aberto ao novo, olhando pra tradição como ferramenta de manter a história viva, principalmente focando nos aprendizados deixados por ela.

Se não tenho sonho, se não me permito sonhar acabo por perder o sentido das coisas. Estou no setembro amarelo, onde se fala de suicídio, sei por experiência própria que a razão de não querermos mais viver esta muito conectada a nossa incapacidade de sonhar ou ainda, a impossibilidade de dar sentido ao presente, desconectado de um sonho inexistente.

Quando estamos em qualquer ação é importante termos claro o que esperamos. Se não fazemos isso todo resultado é positivo o que também é bom, mas assim não temos parâmetros para escolher para decidir e para agir com assertividade. Então sim é importante definir a expectativa.