Pra mim então, descrevo que o engajamento vem da ação, do fazer, mas não só do fazer por fazer, engajamento vem do fazer parte, do fazer algo em prol do outro, fazer algo em prol de um sonho meu conectado com o de alguém.

Exercitar a cotação de histórias, reforça que as histórias sejam melhor contadas. O mesmo vale quando apresentamos um projeto, ou contamos sobre algo que é importante para nós, a cada novo contar, percebemos pontos altos, pontos a melhorar e vamos aprimorando, até que o projeto ou sonho deixa de ficar na imaginação e se torna realidade.

Não sou eu que gero frustração, as pessoas a percebem no seu consciente, e claro, eu percebo a parte que me toca com minhas idealizações não ocorridas. Posso desejar algo possível, alcançável, simples, muito simples, que exista muita conexão, que as trocas sejam recorrentes, que conhecimento seja livre e aberto, que o campo de possibilidades fique aberto a receber o que chegar, e acontecer o que tem que acontecer.

Somada a esta conexão outros se somam, outros sorriem, outros acreditam numa nova forma, e assim num passe de magica acessamos todos os recursos disponíveis, 2 deles principais. TEMPO DAS PESSOAS e CONHECIMENTO DAS PESSOAS, esses dois somados e transmudados podem gerar uma abundância invisível que quando vem a luz mostra sua beleza, e se transforma em todos recursos necessários para ocupar o espaço e atender as necessidades.

Existem formas infinitas de interagir, ao escolher uma, abrimos mão das demais, se estamos falando e nos comunicando, por alguns segundos não escutamos, ou não olhamos a volta. Se estamos concentrados em ouvir e perceber, deixamos de falar por algum tempo, se pintamos ou mostramos um desenho, se escrevemos um postit ou um texto, de alguma forma estamos interagindo com algo, com o mundo e escolhendo não interagir com o restante, FOCO.

Sim, a ação positiva é muito diferente da reação ou resposta. Se só respondemos podemos entrar num looping sem saída de soluções já conhecidas, se nos permitirmos agir, observando o que emerge, PODE SER QUE consigamos navegar também no CAOS, reagindo rápido não com respostas ou reações, e sim com perguntas, proposições e ações concretas.

Estar cercado de pessoas do bem me deixa leve, movimentar montanhas de projetos que acredito serem inovadores, disruptivos e do bem, me fazem bem. Poder receber um amigo na minha casa me deixa mais leve também. Mas acima de qualquer coisa, escolher sem juízo o meu destino o meu caminho, me deixa leve.

A leveza e a alegria me despertam a criança, o lúdico, a brincadeira, o bobão e ao mesmo tempo o sutil, minha cara fechada de sobrancelhas graças é substituída por um sorriso leve de palhaço sem nariz, e assim pouco a pouco, vou percebendo no rafa sem nariz, a leveza e a alegria do rafa palhaço sutil que sente e transmite carinho no olhar.

Escolho aceitar o passado, utiliza-lo para aprender, lamentando as dores que deixei pelo caminho entendendo que cada um escolhe como quer continuar, se com dor ou sem dor. Lambo minhas feridas celebrando que elas me ensinaram algo e sigo aprendendo, hora como aprendiz, hora como mestre e na maioria das vezes como alguém que prefere errar tentando acertar, do que ficar parado no mesmo caminho de sempre.

Quando olho para este fim de luta da pergunta, me vem presente de que em algum lugar na minha mente, pense e me movo na direção do conforto ou da manutenção do status quo, é como se profundamente em alguns hábitos exista uma busca de estabilidade e calmaria, onde não mais existam mudanças.