Olho para este contexto e me percebo em uma zona de conforto extensa, tão grande que não encontro lugar confortável. Sim minha zona de conforto se expandiu demais, virei um coringa que joga junto com todos os naipes e situações. Talvez a minha busca neste momento, diferente de outras vezes onde me propus a expandir minha zona de conforto, seja identificar a MINHA ZONA DE EXTREMO CONFORTO, onde domino e me sinto leve como se estivesse brincando.

Que tal se o espaço fosse grande e abundante o suficiente, que pudéssemos ocupar a nossa escolha da forma que sentimos, e que ao invés de dar espaço ao outro a questão é sobre oferecer que o outro ocupe o espaço. Uma oferta depende do movimento do outro e ele escolhe ocupar ou não o espaço. É difícil….e muito. Nascemos e crescemos com alguém nos fornecendo espaço de segurança e ficamos com essa dependência.

Conheci o jogo GANHA X GANHA mais fascinante que já joguei, um jogo onde um palhaço tira o melhor do outro, e nesse brincar todos ganham, a plateia, eu o outro e a energia do ambiente que se transforma. A vibração que emerge muito possivelmente torne a terra um lugar melhor pra se viver, e através do palhaço eu consiga explicar melhor a que me proponho neste mundo em colaboração.

É difícil um dos lados fazer esse movimento, o ideal seria os dois fazerem juntos. Mas toda interação parte de um movimento inicial que emerge em alguma ponta então, escolha você ser quem toma a iniciativa, independente de contexto, culpa ou razão, se permita olhar no olho do outro, pedir um abraço e dizer que sente muito, pedir perdão, dizer que ama e por fim agradecer por todo o aprendizado do conflito existente.

A normalidade é temporária, os meios mudam, os tempos mudam e o que é normal também. A aceitação do novo, do anormal leva um tempo, mas as vezes em estalos vira anormal. É só ver os patinetes verdes e amarelos pela rua, ainda é anormal pegar em qualquer lugar e entregar em qualquer lugar. Logo logo isso vai ser tão normal que ninguém irá perceber.

Quando estamos na correria, na pressão, cortamos o tempo de reflexão e retorno dos nossos pensamentos. Acessamos NÃOs e SIMs automáticos, rápidos, acelerados, com um pensar limitado ao contexto presente. É natural que algo que seja dito está desencaixado, que um sim pode ser cuidado, e um não podia ter sido melhor conversado para analisar alternativas.

O caos pode ser um convite inesperado, para um encontro de emergência, onde pessoas se reunem sem saber ao certo a intenção do encontro. São surpreendidas por um convite a um grupo fechado, e ao reagirem a esse convite de forma negativa, outra possibilidade surge, em meio ao caos, mas com a ordem de condução de que tudo que emerge é positivo, e de um simples pedido de ajuda surge um novo grupo repleto de sabedoria, apoio e paixão, como o circulo de anfitriões que emergiu neste dia 11.

ou aproximados, de alguma forma eles se aquecem, ainda mais se reverterem energia para um mesmo centro focal, ai todos eles se potencializam com a reação dessa energia sobre estes movimentos. É uma curta reflexão das contextualizações que recebi hoje do Diogo Carloto da Syntropy, e essa sintais explica alguns movimentos. De alguma forma esse modelo digital está associado ao modelo físico do que vem ocorrendo na Simplify, todos envolvidos estão gerando movimentos em direção ao centro, e de alguma forma esse centro nos reabastece com oportunidades e energia de entrega de valor.

Essa lista começa a se tornar infinita, o intangível é infinito, depende do quão presente estamos para percebe-lo. É possível dar sentido, talvez sim, explicar para entender, talvez não. Sinto, reflito e aprendo que o intangível só pode ser vivido individualmente por cada um. E mesmo que seja um intangível intencional, casa um vai interpretá-lo a partir da sua história e preparo para poder perceber no seu nível de valor. SIMPLES ASSIM, cada um da valor e percebe o intangível que te cerca.

Quando estamos conectados com nós mesmos, cientes e presentes com os movimentos do nosso corpo, nos permitimos conectar com o outro com presença de coração através da dança e do movimento do corpo. É como se energeticamente conseguíssemos empatizar com o outro de forma mais direta, seja pelo olhar ou por simples movimentos seguindo a musica. Muito provavelmente conversas significativas na sequência destas experiências nos permitam acessar outros níveis de conexão.